Para concorrer à prefeitura de Sena Madureira, Toinha Vieira é exonerada do governo

Tucana recebeu mais de R$ 50 mil, desde outubro do ano passado, sem pôr os pés na FEM

Pré-candidata a prefeita de Sena Madureira, a senhora Toinha Vieira foi exonerada do cargo de chefe de departamento da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM).

Sob a ótica do serviço prestado, ela não fará a menor falta, pois nunca compareceu ao local de trabalho para labutar, segundo os funcionários da instituição.

Vieira recebeu o salário de R$ 9.261,00, desde o dia da sua nomeação, em 27 de setembro do ano passado, ficando em casa, haja vista que não há unidade da FEM em Sena Madureira.

Sem computar os décimo terceiro, Vieira embolsou, sem muito esforço, cerca de R$ 50 mil.

Recentemente, indagado pelo editor deste Portal sobre o desempenho funcional da agora ex-servidora, o diretor-presidente da FEM, Manoel Correinha, negou que Vieira recebesse sem trabalhar e que iria montar uma estrutura no município.

Nada aconteceu.

As palavras de Correinha ficaram no vazio.

Se houvesse uma fiscalização interna por meio da Controladoria-Geral do Estado e os órgãos de controle quisessem agir, Toinha Vieira e muitos outros nomeados teriam que devolver ao erário o que receberam sem fazer jus.

Toinha Vieira deverá concorrer pelo PSDB do vice-governador Wherles Rocha. Também caminha para ser apoiada pelo líder do governo na Assembleia Legislativa, Gehlen Diniz, que é do PP do governador Gladson Cameli.

A relação de Toinha e do seu esposo, o ex-deputado José Vieira, com o vice-governador é antiga.

Rocha comandou a Polícia Militar em Sena Madureira na época em que ocorreu o brutal assassinato de uma jovem chamada Luziene Queiroz.

O filho do casal Vieira foi apontado como um dos envolvidos.

O atual vice-governador, porém, apresentou três jovens humildes como os responsáveis pelo crime.

Há denúncia formalizada de que as confissões foram obtidas por meio de tortura física e psicológica.

O advogado Gomercindo Rodrigues, que fez a defesa dos jovens, conseguiu provar as torturas.

Os jovens foram presos e absolvidos pela Justiça. Os verdadeiros culpados nunca foram penalizados.

Há relações que superam às torturas e os dissabores do tempo.

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