Na Saúde que falta até máscara de proteção, governo corta adicional de insalubridade de servidores

Se houve uma categoria que apoiou a candidatura de Gladson Cameli ao governo, essa foi a categoria dos trabalhadores em Saúde.

A imensa maioria desses servidores acreditou na propaganda das mudanças e elegeu Cameli para administrar o Estado nos próximos quatro anos.

Demorou pouco para se arrependerem. Desde janeiro, o governador tem se especializado em produzir maldades contra os servidores.

Gladson Cameli, que prometeu valorizar e não perseguir os servidores públicos, não falou a verdade. Os gestos não condizem com as palavras. A perseguição é implacável.

Mais uma vez a caixa de maldade foi aberta. Os servidores da Saúde foram informados que deixarão de receber, a partir deste mês, o adicional de insalubridade.

Essa não é uma gratificação qualquer. Os profissionais trabalham em condições insalubres. Atendem pacientes acometidos de doenças infectocontagiosas, como tuberculose, hepatite e HIV.

Em algumas unidades nem máscara de proteção existe.

No Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco não havia como os profissionais atenderem pacientes acometidos de tuberculose, pois não tinha a máscara N95, que é a recomendada nesses casos.

Na UPA do 2º Distrito, por exemplo, tem duas salas de isolamento, onde sempre há pacientes internados fazendo tratamento para tuberculose.

“Chegamos a passar até cinco dias com paciente internado na observação de adulto sem ser no isolamento. Isso já aconteceu várias vezes. So depois que chegou resultado positivo que o paciente foi para o isolamento”, relata uma enfermeira.

Gladson Cameli muda de secretário na mesma proporção que gosta de viajar. Nada muda. Só piora para a população e os servidores.

O caso do corte do adicional de insalubridade vai parar na Justiça. O Conselho Regional de Medicina se movimenta neste sentido. Outras entidades devem seguir a mesma receita.

O problema é que no Ministério Público, a promotoria responsável pela Saúde, parece estar de olhos fechados para o caos nas unidades.

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