Mediall Brasil, de Goiás, ganhou mais de R$ 108 milhões em três dispensa de licitação; contrato é renovado há cada seis meses

Contratada de forma emergencial em junho do ano passado, a empresa goiana Mediall Brasil não pode reclamar da pandemia de Covid-19.

Desde que os primeiros casos foram detectados no Acre, a empresa ganhou dinheiro, muito dinheiro, sem precisar se submeter ao processo licitatório.

Ao todo de junho do ano passado, a Mediall foi contemplada com três dispensa de licitação, com o valor de R$ 36,6 milhões. As outras duas foram em dezembro de 2020 e julho deste ano.

Ao todo, até agora, a empresa leva do Acre para Goiás a nada desprezível quantia superior a R$ 108 milhões, para administrar e contratar pessoal para a unidade denominada Into-Covid.

A Mediall foi contratada de forma emergencial pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre, para prestação de serviços assistenciais, com gerenciamento técnico, administrativo, fornecimento de recursos humanos, insumos e medicamentos necessários para o funcionamento de até 50 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto, 100 leitos clínicos e até 8.000 consultas médicas em Unidade de Pronto Atendimento, no âmbito da Rede Estadual de Saúde.

A primeira contratação, por se tratar de emergencial, se justifica.

O que fica difícil é justificar as sucessivas contratações sob o mesmo argumento de emergência.

Em todas as justificativas para renovar a contratação milionária seria porque fora submetido à coleta de preços, sem que aparecesse outros interessados.

Desde a primeira contratação, o processo vem envolto em muitas dúvidas.

As dúvidas despertaram o interesses dos deputados que compõem a Comissão de Acompanhamento da Covid-19, proposta pelo deputado Daniel Zen (PT), que fez requerimento de informações desse contrato há meses.

Nada foi respondido.

Ontem, após matéria publicada neste Portal – veja aqui – os deputados decidiram ingressar com mandado de segurança, para garantir que se cumpra a lei de acesso às informações.

É improbidade administrativa a não resposta a requerimento de informações aprovados no plenário da Aleac.

Os deputados deveriam formalizar a denúncia de crime de improbidade no Ministério Público Federal, pois trata-se de recurso repassado pelo Ministério da Saúde.

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