Líder indígena afirma que governo Gladson incentiva desmatamento

O líder indígena do povo Ashaninka, Francisco Piyãko, se pronunciou em suas redes sociais sobre o descaso dos governos do Acre e Federal quanto aos recordes de desmatamento.

Segundo o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre o período de 1º de janeiro a 31 de outubro de 2021, foram desmatados 871km² de florestas no Acre, o maior índice dos últimos 18 anos.

Para o Piyãko, o governo de Gladson Cameli “incentiva o desmatamento em nome de fazer um desenvolvimento”, mesmo não mostrando resultados reais na diminuição da pobreza no estado.

Confira a mensagem completa:

“O Acre teve a maior taxa de desmatamento dos últimos 18 anos. Isso é um absurdo sem tamanho, para nosso povo e nossa floresta! Segundo o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre o período de 1º de janeiro a 31 de outubro de 2021 foram desmatados 871km² de florestas no estado.

A destruição da Amazônia começa pelo Governo Federal, que coincidiu também com esse Governo do Acre. O Governo Federal tem mais de 3 bilhões de reais parados na conta, por conta de sua decisão de suspender o Fundo Amazônia. E mesmo assim, fica atrás de recurso internacional para proteger a Amazônia, o que é uma mentira descarada.

A questão do desmatamento no Acre não vai mudar com este Governo, porque ele incentiva o desmatamento em nome de fazer um desenvolvimento. Quem manda no Estado é o interesse econômico de pequenos grupos e a população empobrecendo! Não reconhecem a riqueza que nós temos nas nossas terras, ignoram nosso modo de vida e fazem promessas falsas de que vão acabar com a pobreza no Acre, de que o estado precisa de espaço pra produzir. Quem está produzindo?

Esse é um ponto que eu queria deixar claro, de que existem iniciativas, em nível nacional e local, de que a relação com o fortalecimento da produção familiar é quem faz a mudança da pobreza, que ajuda a eliminar a pobreza. A família pode não ter o dinheiro, pode não ter o emprego, mas se ela tem a produção, sua casa está bem alimentada. Isso é menos custo para o Estado, e estes governos não conseguem reconhecer isso.”

Francisco Piyãko é Coordenador da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (Opirj) e liderança Ashaninka da Apiwtxa, de Marechal Thaumaturgo.

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