Leo de Brito denuncia governo federal por não pagamento de bolsa a estudantes

O deputado federal Leo de Brito (PT) denunciou na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, 26, a situação dos estudantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e Residência Pedagógica das Universidades Federais Brasileiras que estão sem receber o pagamento das bolsas.

“É um verdadeiro absurdo o que o governo federal está fazendo com esses 600 estudantes do Acre que dependem das bolsas do Pibid, esse programa que é tão importante para iniciação à docência e essas bolsas são fundamentais, inclusive, para a manutenção desses estudantes nas universidades”, declarou.

Leo de Brito revelou que fez solicitação para que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, coloque em votação o PLN 17/21, que trata de operação de crédito, seja votado com urgência, permitindo assim, a liberação de recursos para pagamento das bolsas.

“Não dá para os estudantes terem bolsas atrasadas. No Acre são 600 estudantes e em todo o país são 60 mil. Alunos em todo o país estão mobilizados pedindo socorro e solicitando que nós, integrantes desta Casa, que representa o povo, posamos honrar os votos por nós recebidos e agir em prol da educação”, declarou.

Além do Pibid, Leo de Brito ressaltou que os bolsistas do Programa de Educação Tutorial (PET) também sofreram com atrasos nos pagamentos.

O parlamentar lembrou que a Educação superior no Brasil, no governo de Bolsonaro, tem sofrido um desmonte constante. “Há um descaso do governo federal com as universidades públicas, com a Ciência e Tecnologia, com corte de mais de 95% nos recursos. Nosso país precisa de investimentos na Ciência e Tecnologia e precisa de apoio aos estudantes para que possa se desenvolver”, enfatiza.

Estudantes fazem dia de manifesto

Os estudantes elegeram esta terça-feira, 26, como o Dia de Mobilização Nacional em favor dos pagamentos das bolsas PIBID e RP e enviaram uma Carta Aberta aos acreanos e aos parlamentares do Acre.

“Repudiamos o atraso no pagamento das bolsas dos programas de mais de 60 mil bolsistas da Residência Pedagógica e do PIBID que dependem, em grande medida, desses recursos para manterem seus sustentos no momento em que a conjuntura econômica coloca grande parte dos brasileiros e das brasileiras em situação de insegurança alimentar. O não pagamento da bolsa coloca em risco a permanência desses alunos que necessitam da bolsa para sobreviver”, diz um trecho da carta.

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