Por Leo de Brito

Em tempos de anarquia político-administrativa em que vivemos, ouvir os posicionamentos de um verdadeiro estadista como Jorge Viana representa um alento e acende a esperança por dias melhores.

Vimos isso em recente entrevista concedida a um canal local, exatamente na semana em que o senador bolsonarista Marcio Bittar, protagonista da nova versão do escândalo dos anões do orçamento, chamou os professores de privilegiados. Logo ele, um político que sabidamente transformou a política em um negócio.

É inegável a capacidade eleitoral dos grupos políticos que governam o Acre e o Brasil hoje. Mas, no governo, são a demonstração cabal de que durante décadas fora dele, não se prepararam para governar.

Vivemos o alinhamento perfeito de governantes carismáticos que simplesmente são verdadeiros amadores como administradores públicos, e porque não dizer, como líderes.

A incompetência e o negacionismo do governo Bolsonaro está matando centenas de milhares na pandemia da Covid-19 e levando milhões pra fome . O Governo Gladson não consegue sequer elaborar projetos e fazer licitações. Não se vêem obras. A corrupção, denunciada até por seu vice, corrói o governo.

Jorge Viana aparece como uma luz na escuridão. É como se no meio de uma cegueira coletiva, do negacionismo, da incompetência, da corrupção e da falta de empatia no meio político, surgisse alguém que enxergasse a realidade e nos ensinasse, ou nos lembrasse, coisas elementares: política se faz com coração, com projetos e com políticos capazes.

Em tempos em que os políticos mudam suas “convicções” de acordo com a conveniência e o fisiologismo de plantão, Jorge demonstra sua capacidade de líder, falando de suas convicções sobre temas espinhosos como meio ambiente e abrindo as portas de saída do PT para quem se render ao fisiologismo e aos modismos políticos de ocasião.

Vivemos tempos tão surreais em que políticos ganham likes fazendo dancinhas que o Acre e o Brasil ainda se dão o luxo de ter um político de altíssima capacidade como Jorge Viana fora de um mandato. Isso no país onde Bolsonaro é presidente e Ricardo Salles e Ernesto Araújo chegaram ao Ministério e no estado governado por Gladson Cameli, um produto midiático.

A conta está chegando. Infelizmente, o povo está pagando um preço alto por isso.

*Leo de Brito – Deputado federal (PT-AC), advogado e professor de Direito de UFAC.

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