Jenilson Leite propõe TAC para garantir atendimento médico no Hospital do Juruá

O deputado estadual Jenilson Leite (PSB) quer que a Comissão de Saúde  da Assembleia Legislativa (Aleac) busque intermediar, junto ao Ministério Público Federal e os profissionais de saúde que atuam no Hospital do Juruá, um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), para que seja garantido o atendimento à população da região. 

A medida visa atender aos moradores de Cruzeiro do Sul, sede do hospital, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo, bem como e o município de Guajará, no Amazonas. 

“Temos um problema sério acontecendo no Hospital do Juruá e tem chamado a nossa atenção. Essa situação está trazendo graves prejuízo na assistência aos pacientes ”, afirmou o deputado.

Jenilson afirma que se trata de uma questão complexa e como, ele não tem as informações detalhadas, não pode emitir juízo de valor.

  “É uma operação da Polícia Federal, que encontrou indícios de irregularidades, segundo vimos nos jornais. Por isso, estou procurando informações em relação a médicos que estavam prestando serviços dentro do hospital. E os médicos estão envolvidos nesse problema. Inclusive, deixaram de prestar serviços no hospital do Juruá, após ser deflagrada a operação”.

Com a saída dos médicos, muitos deles afastados por ordem da justiça, a assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde está sendo prejudicada. O deputado cita como exemplo o caso do bebê que quase morreu engasgado por falta de um otorrino. 

“Ontem, um bebê quase morreu asfixiado. Porque o médico otorrino foi afastado de suas funções e a criança teve que vir para Rio Branco”.

Na operação “Choro de Hipócrates”, que investiga a lotação irregular de servidores da saúde em várias unidades de saúde no interior do Acre, dentre elas o Hospital do Juruá, o diretor clínico da unidade saúde e único otorrino foi afastado do cargo e da função de médio, além de ficar proibido de manter contato com outros investigados.

O deputado cobrou a Comissão de Saúde e os colegas deputados para buscar uma saída para o problema. “Deputado José Bestene, presidente da Comissão de Saúde, nós não podemos assistir isso de camarote e não buscar uma intermediação. E a medição desse problema é no sentido de não fazer juízo de valor, de quem está certo ou errado, mas buscarmos garantir que o serviço de saúde seja ofertado à população do Vale do Juruá. E a saída é um termo de ajuste de conduta. Também proponho que possamos fazer uma visita ao hospital do Juruá”, cobrou o deputado.

Sobre a operação

A PF identificou as irregularidades, dentre elas acúmulo de funções com carga horária incompatível e sem prestar serviço. Investigações ocorrem nas cidades de Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Mâncio Lima, e também em Rondônia (RO), Minas Gerais (MG) e Bahia (BA).

Após as investigações, a Justiça Federal de Cruzeiro do Sul, no Acre, expediu 14 mandados de sequestro de bens, um mandado de busca e apreensão e um mandado que impôs três medidas cautelares devido à prisão de um dos investigados. Além disso, foram bloqueados R$ 3,2 milhões.

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