Governo desperdiça mais de R$ 25 milhões em gastos supérfluos em obras de ramais

Recurso daria para fazer outros 101 quilômetros de estradas vicinais

Há muita coisa a ser fiscalizada no processo licitatório do governo do Estado para a execução de obras em ramais com recursos do governo federal.


Os problemas vão muito além do fato de o governo ter priorizado apenas seis municípios, executando obras em pouco mais de 200 quilômetros, em uma malha que conta com mais de 15 mil quilômetros de extensão.


Segundo técnico consultado pelo Portal do Rosas, há excessos de desperdício do dinheiro público em itens que poderiam muito bem ser suprimidos ou minimizados na planilha de execução.


Esses desperdícios, segundo o técnico, atingem o montante de R$ 25.987.600,87, que daria para executar outros 101 quilômetros de ramal, ao custo de R$ 255.220,33 por quilômetro.


O governo licitou R$ 89.149.653,78 para as obras, mas, de acordo com o técnico, esse montante é ficção, haja vista que somente R$ 63.162.052,91 serão efetivamente investidos.


Como exemplo de desperdício, a fonte cita os mais de R$ 8 milhões gastos com hidrossemeadura, que é a promoção da revegetação do solo através da aplicação hidromecânica de uma massa pastosa composta por fertilizantes, sementes, camada protetora, adesivos e matéria orgânica.


“Na nossa região, não necessita tanto gasto com hidrossemeadura. Aqui, a vegetação cresce rapidamente, sem necessidade do plantio”, explica o técnico.


Segundo a fonte, estão falando em padrão Dnit, mas estão gastando muito com hidrossemeadura, quando poderia ser investido em melhorar a drenagem subterrânea ao longo do ramal.


Outro excesso e gasto sem a devida necessidade são os canteiros de obras superdimensionado, haja vista que os equipamentos não retornam todos os dias para o canteiro central.


“Normalmente os equipamentos ficam alojados em propriedades rurais ao longo do trecho”, destaca.

Inexplicavelmente, diz a fonte, estão fazendo as cercas de todas as propriedades ao longo dos ramais beneficiados.

Será um gasto de outros R$ 7.696.025,00 em cercas de madeira.


“Com esse valor, daria para fazer mais 30 quilômetros de ramais”, contabiliza.

Na avaliação do técnico, parece que “encheram de linguiça”, a fim de completar o recurso do convênio por falta de tempo para projetar mais ramais.


“Para se ter ideia, o gerenciamento das obras tem um custo altíssimo. Serão gastos R$ 4.278.000,00 dentro dos contratos. Para obra de ramal não demanda tanto de administração”, finaliza.

Os caminhos estão ai.


Parece ter lama capaz de atolar muita gente no rastro de algo pouco republicano.


Resta esperar que os órgãos de controle entrem em ação.

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