Governe, Gladson! Governador volta a transferir problemas do governo para a equipe, coisa que líder de verdade não faz

A quem o governador Gladson Cameli pensa que engana?

Eis a pergunta que deve ser feita reiteradamente.

Como se vivesse noutro planeta, o rapaz foi ao programa politico-eleitoral-cômico no Sistema Público de Comunicação para transferir a sua responsabilidade para outros agentes.

Isso é algo que um verdadeiro líder não faz. Mas as trata de alguém que está bem distante dos atributos de quem exerce liderança.

Teve o desplante de declarar que os grandes problemas do Estado não são Saúde, Segurança ou Educação.

Certamente desconhece a realidade dos bairros de Rio Branco onde as organizações criminosas ditam as regras e das unidades de Saúde do Estado.

Para Cameli, pasme, o maior problema é o ego dos integrantes da sua equipe.

Segundo ele, há secretário querendo ser governador, secretário que não fala com secretário e que está escancarada uma disputa entre eles.

Foi taxativo em afirmar que na sua equipe é um querendo puxar o tapete do outro.

Ora, ora dona Aurora, na história do Acre alguém já viu ou ouviu demonstração de fraqueza maior de um governador do que essa?

Creio que não.

Uma declaração dessa é o atestado inequívoco de pusilanimidade.

Trata-se de uma fala de alguém que se põe na condição de súcubo, quando deveria ter a postura de líder.

O problema é que Cameli tem vários êmulo dentro do seu próprio governo. E não tem coragem para enfrentar a esses adversários.

Quando admite que tem secretário querendo ser governador e não toma as devidas medidas para alçar esse ambicioso à condição de desempregado, o governador torna-se refém dos acordos firmados e loteamento de uma administração que nasceu prometendo fazer transformações profundas.

Gladson Cameli é claudicante. Isso é péssimo para quem pretende ser líder.

É claudicante porque não há uma nomeação no governo que não tenha sido assinada pela sua mão canhota.

É claro que há aquelas que levaram o autógrafo do vice. Mas esses casos, até que se prove o contrário, aconteceram de pleno acordo.

Para poupar a população desses arroubos e discursos frívolos, o governador pode muito bem pegar a caneta que nomeia e exonera para demitir os que querem mandar mais do que ele.

É simples assim.

O que não é certo é ser conivente com a disputa de ego que tanto questiona.

Governa, Gladson!

Foi para isso que o povo te elegeu.

As pessoas já cansaram dos teus arroubos e de tuas patranhas.

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