Governador perdoa juízes condenado pelo STF a devolver dinheiro recebido ilegalmente

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Olá!
Vamos falar sobre Rosas?
Sobre espinhos?

Vamos lá?

Vou mexer com gente grande. É bom preparar o lombo.

Segunda-feira, o Diário Oficial do Estado trouxe uma publicação que merecia destaque na imprensa. Mas não foi publicada uma linha sequer.

Esperei até hoje para ver se alguém teria coragem de mexer nos vespeiro.

Como estou trocando o domínio, o site Portal do Rosas está fora do ar.
Vou usar as minhas redes sociais para falar sobre o tema polêmico.

Veja bem essa decisão do governador Gladson Cameli.

Viu?
Aparentemente é mais uma decisão administrativa, sem maior significado.

É só aparentemente.

Com essa canetada, o governador perdoou os juízes acreanos, que receberam dinheiro de forma irregular durante um generoso período.

Gladson Cameli sancionou lei aprovada, por unanimidade, na Assembleia Legislativa , no fim do ano passado.

Na época da aprovação, ao ser indagado sobre a sanção, o governador declarou que esse era um pedido do Djalma e que iria submeter o caso à Procuradoria-Geral do Estado.

O Djalma que ele falou é o Francisco Djalma, desembargador-presidente do Tribunal de Justiça.

É bom explicar essa anistia para você não ficar boiando no assunto.

Em agosto de dois mil e dezessete, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes determinou a suspensão definitiva de uma gratificação paga aos magistrados do Acre.

Eles recebiam gratificação de quarenta por cento, de forma indevida, por terem nível superior.

Ter nível superior é algo inerente ao cargo de juiz.

O ministro também condenou os “doutores” a devolverem as quantias recebidas nos cinco anos anteriores à uma ação popular proposta por um conhecido ex-politico acreano.

O personagem é o ex-deputado Hildebrando Pascoal, aquele mesmo da motosserra.

O benefício começou a ser pago em 1996.

Na ação, Pascoal alegou que houve uma fraude em lei aprovada na Assembleia Legislativa.

Pascoal citou a redação final do Projeto de Lei Complementar 01/95, de autoria do Poder Judiciário, que reza sobre o Código de Organização Judiciária e Divisão Judiciárias do Acre.

O artigo 326, que versa sobre a gratificação aos servidores ocupantes de cargos de nível superior”, no percentual no valor de 40% do vencimento, foi alterado.

Ao imprimir o documento, o Tribunal de Justiça teria editado o artigo e incluído a expressão “inclusive aos Magistrados”.

Veja que absurdo.

Gilmar Mendes escreveu:

“As gratificações de nível universitário não são apenas ilegais, como também descaradamente inconstitucionais. Sob essa ótica, a percepção de verbas manifestamente inconstitucionais equivale a recebê-las de má-fé”.

O que foi decidido pelo ministro virou pó por meio do conluio do Judiciário, o Legislativo e o Executivo acreanos.

Resta saber se alguém dos órgãos de controle, principalmente os ditos guardiões da Constituição, irá se posicionar e questionar o perdão.

Tive informação de que a Ordem dos Advogados do Brasil foi instigada a ser manifestar, mas será que terá coragem?

Quando vejo atitudes como essas é que percebo o quanto a Justiça está longe de ser para todos.

Eu mesmo sou alvo de várias ações, com algumas condenações que considero injustas.

Mas não fui pedir perdão.
E nem seria perdoado, se o fizesse.

Sou um homem quase inviabilizado por conta desses processos e condenações.
São processos e condenações por crime de opinião.

Por não aceitar ficar calado diante daquilo que considero absurdo.

Tenho certeza que, depois do que estou falando, o jogo será ainda mais duro contra mim no Judiciário.

Só que não dar para ficar calado, não dá mesmo.

Juiz é para dar exemplo.

Como qualquer ser humano normal, se foi condenado, que cumpra a pena e devolva o dinheiro recebido ilegalmente.

Nas minhas condenações ninguém perdoa.

Esse governador que está perdoou os homens e mulheres de toga é o mesmo que tentou tomar a minha casa e quase mensalmente pede o bloqueio das minhas contas bancárias.

Nessas contas o que recebo é salario como servidor público, mas o juiz bloqueia e demora para desbloquear.

Ai eu e a minha família passamos privações.

Estou impossibilitado de contrair empréstimo no banco por conta da ação do senhor Gladson Cameli.

Mas ele não espere que eu vá pedir perdão, como o fizeram os juízes.

Será que esses perdoados terão a isenção necessária quando forem julgados algo relacionado ao menino Cameli?

Vamos esperar.

Às vezes, para um bom entendedor, um pingo vale como uma letra.

Vida que segue….

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Fui
Forte abraço.

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