Gladson diz não saber que lei sobre servidores do Igesac é inconstitucional: além de saber faltar com a verdade, o que o governador sabe mesmo?

É difícil acreditar nos atos e nas coisas que nascem no cérebro e vêm a público a partir da boca de Gladson Cameli.

O homem, quando se pronuncia, não consegue juntar duas frases no mesmo raciocínio, sendo craque na “arte” de falar bobagens.

Mas há algo pior: as bobagens trazem a mentira como ingrediente.

Em campanha, Gladson Cameli e o seu vice Wherles Rocha prometeram mundos e fundos.

Prometeram, inclusive, que seriam leais um ao outro.

Não foram.

Dentre as promessas feitas pelos agora desafetos está a da regularização das situações dos servidores do “falecido” Pró-Saúde.

Prometeram o que não poderiam honrar.

Eram sabedores que o Estado, por meio da Procuradoria-Geral, havia assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para ir demitindo os servidores remanescentes paulatinamente.

Sabiam que esse TAC foi construindo com o Ministério Público do Trabalho a partir de uma decisão, com trânsito em julgado, do Tribunal Regional do Trabalho.

Mesmo assim, Gladson Cameli fez questão de criar um tal de Instituto de Gestão de Saúde do Acre (Igesac).

O Igesac foi criado para terceirizar o sistema de saúde do Estado. Mas, diante da pressão, o governador recuou.

Para dar um jeitinho no que não tinha jeito, a mesma PGE que assinou o TAC anuiu para o governador mandar um projeto de lei à Assembleia Legislativa (Aleac) vidando que os servidores do Igesac fossem acomodados em cargos em extinção na Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

A inconstitucionalidade era gritante.

O pessoal do Igesac é celetista, enquanto os servidores da Sesacre são estatutários.

Não há como ingressar no serviço público sem concurso.

Não iria demorar para que houvesse questionamento jurídico.

O questionamento veio por meio do procurador de justiça Sammy Barbosa e deverá ser acatado pelo Judiciário acreano.

Sammy Barbosa, é bom que se diga, foi o autor do  questionamento contra lei aprovada pelo Legislativo, em 2018.

Na época,  Lei Estadual no 3.375, de 19 de março de 2018,  de autoria  do então deputado Raimundinho da Saúde, transformava o Pró-Saúde numa autarquia.

O governador Tião Viana vetou a matéria.

De olho nos votos, os parlamentares derrubaram o veto governamental e promulgaram a lei.

Sammy Barbosa pediu a inconstitucionalidade da matéria e teve o seu pleito acatado, o que deve acontecer novamente.

Pressionado e sabendo o que acontecerá, Gladson Cameli trata de se esquivar dos problemas futuros.

Apressou-se em dizer que não sabia da inconstitucionalidade da lei que ele mesmo sancionou.

Trata-se de uma lei defendida ela sua base e que contou com o aval da sua assessoria jurídica.

Essa de alegar desconhecimento não vai colar, mas cabe uma pergunta: além de mentir e fazer mungango, o que Gladson Cameli sabe fazer mesmo?

 

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