Gladson Cameli, o governador que liberou para queimar e desmatar, decreta Acre em estado de alerta ambiental

Primeiro Gladson Cameli concedeu liberdade para cometer crime ambiental.

Em duas oportunidades, para fazer firula com os produtores rurais, disse que aquele que fosse multado por fiscais do Instituto do Meio Ambiente do Acre (Imac) não deveria pagar.

“Quem for da zona rural, se o Imac tiver multando alguém, me avise e não pague nenhuma multa, porque quem está mandando agora sou eu”.

Como adoram ter um motivo para descumprir a legislação ambiental, os produtores seguiram a ordem do governador.

Queimaram e desmataram muito.

Desde a declaração de Cameli, mais de 30 mil acreanos adoeceram com doenças respiratórias.

Isso, por si só, demonstra o quanto a declaração de Cameli foi criminosa.

Sob o comando da Gladson Cameli, os focos de incêndio aumentaram 200%, em relação ao ano passado.

Segundo o sistema de monitoramento SAD, do Imazon, a área desmatada no Acre no primeiro semestre deste ano alcançou 65 km², contra 14 km² registrados no mesmo período de 2018 —salto de 364%.

Num distante segundo lugar, aparece o Pará, com 23% de aumento.

Em toda a Amazônia, a área desmatada de janeiro a junho deste ano atingiu 2.061 km², diminuição de 19% em comparação com o primeiro semestre de 2010 (2.546 km²), sempre segundo o monitoramento do Imazon.

Diante de todo crise ambiental, com meses de atraso, o governador que fazer a sua autorização virá fumaça.

Para isso, assinou decreto declarando Estado de Alerta Ambiental, em razão do iminente risco de desastres decorrentes de incêndios em coberturas vegetais, de elevada emissão de fumaça e de desabasteci- mento do sistema de abastecimento de água.

Agora, esse tipo de medida parece tardia.

Os produtores preferem seguir o líder que liberou para queimar e desmatar.

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