Gladson Cameli diz que precisa do aval de assessora para nomear novo secretário de Comunicação

Assumir as suas próprias responsabilidades nunca foi o forte de Gladson Cameli.

Ao longo da sua trajetória de vida, o governador do Acre gosta de transferir para outros aquilo que deveria ser decidido por ele, o dono da caneta.

Semana passada, insatisfeito com a falta de autonomia e temendo o que pode vir pela frente, o jornalista Rutembergue Crispim pediu exoneração do cargo de secretário de Estado de Comunicação.

Crispim preferiu retomar à função de gestor público, cargo que ingressou por meio de concurso público.

Rápido, Cameli fez publicar na imprensa que mantivera contato com o experiente e muito qualificado jornalista Jefson Dourado.

Dourado acabara de ficar sem emprego. Fora demitido da TV Acre após quase três décadas de serviços prestados.

Não poderia haver nome mais qualificado para comandar a Secom.

O problema é que o governador, mais uma vez, demonstra as suas fraquezas e capacidade de transferir as responsabilidades.

Em matéria publicada no site www.contilnetnoticias.com.br que, para efetivar a nomeação, precisará do aval da sua assessora Silvânia Pinheiro.

“Para tomar qualquer decisão nesse sentido, preciso do aval da Silvania. Ela é quem me orienta nesse caso e me ajuda. Estamos conversando sobre o assunto”,  declarou o governador.

Ou seja: se aceitar e for nomeado, Dourado deverá obediência à Silvânia Pinheiro.

Caso não haja a formalização do convite, o veto também será da assessora, que um dia comandou oficialmente a Secom.

Gladson Cameli ficaria bem com todos, o que é bem o estilo dele.

Um conselho a quem vai assumir: tome posse depois de dezembro para não se obrigado a assinar prestação de contas.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) joga todos no mesmo balaio.

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