Fura fila? Listas de vacinados na rede particular apontam possíveis irregularidades

Ministério Público Estadual recebeu denúncia e tem o dever de investigar

Em casa com pouca farinha, o meu pirão primeiro.

No caso em tela cabe melhor a seguinte frase: Em estado com pouca vacina, os meus parentes primeiros.

Um rápido acesso ao Portal de Transparência da prefeitura de Rio Branco sobre a vacinação contra a Covid-19 – veja aqui – é possível verificar indícios claros de que houve fura-fila na vacinação.

Essas possíveis irregularidades ficam latentes em unidades da rede particular, onde parentes de administradores e profissionais de outras áreas foram vacinados como se fossem profissionais de Saúde.

Na Protoclonica, o sócio-administrador Carlos Beiruth, que é médico, permitiu a vacinação da sua esposa.

A engenheira e matemática Ana Lúcia da Cruz Borges foi vacinada como profissional em saúde, embora, segundo funcionários do hospital, não tenha vínculo empregatício com a unidade.

Carlos Beiruth também permitiu a vacinação do seu filho Rodrigo, que, segundo fonte, é o responsável pelas compras dos produtos destinados à cozinha e à limpeza, mas aparece pouco na unidade.

Médico afastado do Conselho Regional de Medicina por problemas de saúde, Luiz Carlos Beiruth, que é irmão do administrador, foi vacinado como se estivesse exercendo atividade normalmente.

Outro médico que não está exercendo a profissão, mas foi vacinado como se estivesse, foi o ex-vice-governador Labib Murad.

Cotista do Prontoclinica, Murad, pela idade, é do grupo prioritário. Mas o local ideal para ser vacinado não seria naquela casa de saúde.

Há casos suspeitos também na lista da Unimed, onde até advogada, que não presta serviço continuo no Pronto Atendimento, foi vacinada como profissional em saúde.

Na lista disponibilizada no Portal da Transparência é possível detectar indícios de irregularidades, que devem ser apurados pelo Ministério Público, haja vista que já há denúncia formalizada.

A prefeitura de Rio Branco, por meio de Secretaria de Saúde, não está isenta, haja vista que os documentos comprobatórios dos verdadeiros profissionais de saúde deveriam ter sido exigidos e apresentados no momento da vacinação.

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