Fui provocado por aliado de Érick Venâncio, mas a briga da OAB não é minha

Inicio dando um recado: não mexam comigo.

Tenho documentos e bala na agulha para atirar.

A bala é no sentido figurado.

Tenho procurado ficar distante das discussões atinentes ao processo eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional-Acre.

Acho que se trata de uma entidade importante, mas não tenho nada a ganhar metendo o bedelho sem ser chamado.

Tanto o atual presidente, Erick Vênancio, quanto o seu adversário, Rodrigo Aiache, foram ou são pagos pelos seus clientes para me ferrar.

Eu seria masoquista se quisesse apostar no sucesso deles.

Venâncio foi ou é advogado do governador Gladson Cameli. Fui condenado graças a uma representação do seu escritório contra mim. Eu, sem ter grana para pagar um causídico de renome, fui defendido por um amigo de um amigo.

Tinha mais que perder mesmo.

Essa ação movida por Cameli, por meio do seu amigo Venâncio, me custou caro. Tive prejuízos grandes, que me inviabilizaram economicamente. Os meus amigos e parentes sabem o que passei.

Rodrigo Aiache, por sua vez, representa, dentre outros clientes, o empresário Cristiano Ferreira, genro do deputado estadual José Bestene.

Cristiano Ferreira entrou com quatro ações contra mim, que cometi o “crime” de denunciar compra de computadores superfaturados pela Secretaria de Estado de Educação e Esporte.

Pelo o que relatei, ficou claro que não torço por nenhum dos dois.

Torço mesmo é pelo Botafogo, que pode ser bicampeão da segunda divisão.

Ocorre que há desavisados que lhe colocam dentro do campo para disputar um jogo que não é o seu.

Uma dessas pessoas é o dirigente do PDT Cicero André da Silva.

Cícero André teve que renunciar à presidência da Comissão Eleitoral da OAB por ter sido alvo de ação da chapa de Aiache. Não deveria nem ter aceitado.

Escreveu o pedetista:  “Sobre essa onda de de interferência política nas eleições da OAB, não precisa fazer muito esforço, falar de foro de São Paulo ou comunismo para constatar a ocorrência. A última matéria que me citava no Portal do antigo porta-voz do governo Tião Viana, com narrativa que favorecia mais à chapa dos colegas que têm relação inegável com o Partido dos Trabalhadores”.

Ele também faz ilação maldosa e mentirosa sobre possível recebimento financeiro por mim.

Vamos por parte.

Como uma pessoa, que é dirigente partidária, ousa falar em interferência política-partidária dentro da eleição da OAB? Qual seria a isenção dele no processo mesmo?

Sobre o recebimento de dinheiro, uma resposta simples: não tire a minha medida pela sua, rapaz!

Entremos na questão política.

Não há patranha maior do que afirmar que a chapa encabeçada por Erick Venâncio não tem laços com os políticos que estão no poder.

Historicamente, a família do presidente da OAB é do MDB e isso não é crime algum. O seu escritório é o mesmo que defendia ou defende os interesses do governador.

O líder do governo na Assembleia Legislativa, Pedro Longo, e membros do staff governamental, com destaque para integrantes da PGE, estão de cabeça, alma e coração na campanha de Venâncio. Isso é público, é notório.

Pesa contra Rodrigo Aiache, segundo os seus adversários, o fato de ser genro do ex-senador e ex-governador Jorge Viana.

Mas alguém viu, até agora, algum ativismo de Viana em favor do pai dos seus netos?

Ocorre é que a atual diretoria da OAB perdeu o costume de encarar uma disputa.

O grupo que sucedeu o saudoso Adherbal Maximiliano, que passou quase quatro décadas comandando a entidade, parece estranhar o confronto democrático.

As pessoas precisam compreender que uma eleição fortalece a democracia interna da entidade, que tende a sair mais forte depois do dia 19.

Essas mesmas pessoas devem ter claro que são adversárias e não inimigas. É como disputar versões e argumentos num júri. Depois de proclamar o resultado, a vida segue.

Eu, por exemplo, não tenho mágoa dos advogados ou dos juizes que porventura movem ações contra mim ou me condenam. Esse é o trabalho deles.

Agora, com a devida vênia, não me chame para uma briga que não é minha, doutor!

 

 

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