Fraqueza do governador é novamente exposta na disputa pela Sepa

Setores conservadores e empresariais disputam indicação de secretário

Quando o governante é fraco, o governo segue a mesma toada.

É o caso de Gladson Cameli, que tem se mostrado vacilante desde o primeiro dia em que tomou posse como governador do Estado do Acre.

Gladson começou errado e continua errando.

O primeiro grande erro foi fatiar o governo entre aliados, que passaram a mandar mais do que o próprio chefe do Executivo. 

Poder se compartilha até o ponto que se não se corre o risco de perder a autoridade. 

Gladson continua com poder, mas há muito tempo perdeu a autoridade. Ninguém lhe respeita, principalmente aquele que se passam como seu aliado. 

O caso falta clara da perda de autoridade envolve a Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio (Sepa).

Antigo feudo dos irmãos Wherles e Mara Rocha, a pasta, agora, é alvo de disputa dos setores conservadores e atrasados da política acreana.

De um lado está o senador bolsonarista Márcio Bittar, que tenta emplacar o seu aliados Neném Junqueira como secretário.

Postulante um cargo eletivo no próximo ano, Junqueira não foi nomeado, mas fala como se fosse secretário. 

Junqueira é presidente do Sindicato dos frigoríficos.

Aboletado na cadeira, o atual secretário Edvan Maciel foi pedir socorro junto aos seus padrinhos na Federação da Agricultura do Acre, que emitiu nota falando sobre os supostos relevantes serviços prestados pelo assessor que está balançando no cargo.

Edvan Maciel é, não por coincidência, é vice-presidente da Federação da Agricultura.

A Sepa era para ser uma secretaria estratégica em um governo que prometeu abrir o Acre para o desenvolvimento, mas nada mais é do que um espaço voltando para a disputa de poder.

É uma secretaria que fora prometida ao deputado estadual José Luiz Tchê, do PDT, que aceitou o convite formulado por Cameli.

Agora, seja qual for escolha, o governador será perdendo.

Quem também continuarão perdendo e sem assistência do governo serão os pequenos produtores, responsáveis por oitenta por centos das terras rurais do Acre. 

Tanto Neném Junqueira quanto Edvan Maciel não lhe deverão obediência.

Obedecerão aos seus padrinhos políticos. 

Essa é a verdade.

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