Fiocruz: Falta de levantamento epidemiológico pode aumentar casos de dengue

Cleber Rodrigues e Isabelle Resende da CNN, no Rio de Janeiro

A Fundação Oswaldo Cruz fez um alerta esta semana sobre problemas que podem agravar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti e, consequentemente, aumentar os casos de dengue, zika, e a chikungunya no País.

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, por causa da pandemia de Covid-19, muitos municípios brasileiros não fizeram o Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes Aegypti, mais conhecido como LIRAa, e isso pode atrapalhar as políticas de enfrentamento ao mosquito.

“Neste ano atípico, agentes de saúde de milhares de cidades espalhadas pelo país não conseguiram realizar as vistorias periódicas em residências para checar o índice de infestação de Aedes, dado fundamental para subsidiar a definição de estratégias de políticas públicas para o enfrentamento das arboviroses”, explica Denise Valle, pesquisadora do Laboratório de Biologia Molecular de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

Entre 29 de dezembro de 2019 e 12 de dezembro do ano passado (2020), foram notificados 979.764 casos prováveis de dengue no país. Nesse período, a região Centro-Oeste apresentou a maior incidência com 1.200 casos/100 mil habitantes, seguida das regiões Sul (934,1 casos/100 mil habitantes) e Sudeste (376,4 casos/100 mil habitantes). No período de janeiro a junho (SE 1 a SE 26), ocorreram 90,6% dos casos de dengue (887.767) no país.

A Fiocruz reforça, ainda, que às altas temperaturas do verão, aliadas à rapidez no desenvolvimento do mosquito, podem aumentar a propagação das doenças. Do ovo à fase adulta, o ciclo completo leva de 7 a 10 dias.

“Cada fêmea pode colocar até 1.500 ovos. É importante olhar a casa com ‘olhos de mosquito’, procurando todo e qualquer local que acumule água e possa ser usado para reprodução do vetor”, conclui a especialista, que destaca, também, a importância dos 10 minutos por semana, recomendados pelo Ministério da Saúde no combate ao vetor do Aedes, como recipientes e qualquer local que acumule água.
Também é necessário ficar atento a criadouros menos convencionais como calhas de chuva, ralos externos, vasilhas de animais, bandeiras de ar-condicionado e de geladeiras, vasos sanitários desativados ou pouco utilizados, entre outros.

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