Falta de palavra do governador é empecilho para acordo com servidores da Saúde e da Educação

Logo no início do governo, um jornalista local disse que a palavra do governador Gladson Cameli (PP) tinha o mesmo valor que um risco n’água.

Ao longo do tempo, a frase do experiente profissional foi se confirmando.

Isso porque Gladson Cameli não fez e não faz questão de esconder a sua maior característica: a falta de zelo para honrar com a palavra empenhada.

Opositores e até aliados não cansam de chamar o chefe do Executivo de mentiroso.

Essa pecha não veio por obra do acaso.

Várias foram as ocasiões em que o governador fez a opção de ocultar a verdade, preferindo seguir o caminho da mentira.

Obviamente que uma hora a fatura passaria a ser cobrada.

É possível enganar mil pessoas de uma vez, mas ludibria uma pessoa na mesma quantidade é demais.

A mentira, por mais que seja prática corriqueira de muita gente, quase sempre tem pernas curtas.

É essa falta de credibilidade na praça que está dificultando a possibilidade de acordo do governo com as duas maiores categorias de servidores públicos do Acre, Educação e Saúde, que estão em greve.

Mostrando ter pouco apreço pelos servidores da Educação, Gladson Cameli nem seu deu ao trabalho de apresentar uma proposta concreta à categoria.

Já para a turma da Saúde, o governador fez questão de gravar um video para repercutir nas redes sociais.

Assumiu vários compromissos, mas não conseguiu impedir a greve.

Sindicalistas consultados pelo Portal disseram que o video teve pouco efeito porque não há como confiar na palavra de Cameli.

“Queremos algo escrito, com ele assumindo os compromissos no papel. Na palavra desse governador não há como confiar”, disse um sindicalista que pediu o anonimato.

Gladson Cameli vive uma dicotomia grande: tem poder, mas é desprovido de autoridade.

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