Falidas em festa – Governo cria mais de 100 cargos em estatais marcadas para morrer

Prédio desbotado, sem cor, sem vida.

É nele, no antigo Distrito Industrial, que está abrigado o que restou da Colonacre, Codisace, Sanacre e Acredata.

Todas foram empresas fortes e importantes no Acre.

Criadas nas décadas de 1970 e 1980, as estatais viveram tempos áureos.

Mas há muito tempo vivem apenas no papel.

Os mesmos grupos políticos que as criaram se encarregaram de lhes sucatear. De as destruir.

Ao fim da década de 1990 todas chegaram falidas, sem a menor função.

Estão vivas porque é mais barato mantê-las moribundas do que fazer a extinção.

Mas tem muita gente que não parece satisfeita com o prejuízo que as chamadas falidas trouxeram e trazem ao erário.

Semana passada houve reuniões dos conselhos deliberativos das empresas.

Não fizeram questão de economizar.

Foram criadas diversas funções gratificadas e um festival de CEC’s.

Foram 17 em cada uma dessas empresas. Todas para acomodar apadrinhados políticos.

Durante a campanha, o agora governador Cameli jurou que as falidas deixariam de ser depósitos para guardar aliados com cargos.

Pelo que se está vendo, o juramento não foi e nem será cumprido.

Fazer farra com o dinheiro público é como passar manteiga na narina de gato.

E não é manteiga de outra empresa falida, a Companhia de Laticínios do Acre, a Cila.

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