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Exporta Mais Amazônia acontece em Rio Branco de 25 a 29 de novembro

Iniciativa inédita da ApexBrasil e parceiros beneficiará empresas da região

Evento de Lançamento do Exporta Mais Amazônia ocorrerá nos dias 25 a 29 de novembro, em Rio Branco (AC). Além de um painel de alto nível e rodadas de negócios com compradores internacionais, será apresentado o edital da Mesa Executiva de Exportação de Castanha-do-brasil.

Visando impulsionar as exportações de produtos compatíveis com a floresta, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realizará o Evento de Lançamento do Programa Exporta Mais Amazônia, composto por painéis de debate, rodadas de negócio e a apresentação das Mesas Executivas de Exportação. A ação ocorrerá em Rio Branco (AC), na sede do Sebrae Acre, entre os dias 25 e 29 de novembro.

O Seminário de lançamento ocorrerá no sábado, dia 25, às 9h, e contará com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana. Também estarão presentes parlamentares e representantes de entidades parceiras. A programação inclui painéis de alto nível com especialistas em economia amazônica e mercado internacional, como Salo Coslovsky (Amazônia 2030) e Rodrigo Mattos (Euromonitor International). Também terão fala empresas locais, que apresentarão suas experiências com exportações.

No final da manhã, terá lugar a cerimônia de lançamento do edital da Mesa Executiva de Castanha-do-brasil. Essa será a primeira de uma série de mesas de diálogo permanentes montadas exclusivamente dentro do Programa Exporta Mais Amazônia, que visam atender as peculiaridades das cadeias produtivas da região Norte.

Essas iniciativas buscarão organizar empresas de setores específicos para destravar gargalos às exportações, com apoio da ApexBrasil e de parceiros.

Já nos dias 27 e 28, serão realizadas as rodadas de negócios, em que empresas dos setores de açaí, cacau & chocolate, castanha do Brasil, peixes amazônicos, carnes bovina, suína e de frango terão a oportunidade de apresentar sua oferta exportadora para 20 compradores internacionais, de 16 nacionalidades diferentes.

No último dia de agenda, os importadores participarão de visitas técnicas a centros de produção locais nos arredores de Rio Branco. Dentre os destinos a serem visitados, está a sede da Coopeacre, que reúne extrativistas de açaí e castanha-do-brasil, a Ligeirinho Agroindústria, que trabalha com chocolate, e a Fazenda de José Ivan Barbosa de Souza, que realiza manejo de pescado amazônico.

Mesas Executivas: diálogos para estimular o crescimento sustentável

Os produtos compatíveis com a floresta Amazônica, como cacau, pimenta-do-reino, açaí e castanha-do-brasil, representam um mercado de cerca de US$ 200 bilhões no mundo. No entanto, apesar de abrigar 30% das florestas tropicais do planeta, a região Norte contribui com menos de 0,2% das exportações globais desses bens.

A fim de preparar as empresas e cooperativas da região para ampliar a presença no mercado internacional, a ApexBrasil lançará as Mesas Executivas de Exportação.

Essas estruturas setoriais visam propiciar a identificação, priorização e remoção dos gargalos que dificultam as exportações de setores compatíveis com a floresta amazônica. Os entraves podem ter origem em problemas relacionados com capacitação empresarial, promoção comercial, regulamentações ou tecnologia, entre outros. Além da Mesa Executiva de castanhas-do-brasil, ainda serão lançadas as de açaí, cacau e peixes amazônicos.

Essas mesas de diálogos serão constituídas como fóruns permanentes, com encontros mensais, que reunirão empresas e cooperativas, representantes da ApexBrasil e parceiros. O intuito da Agência é que os participantes contribuam coletivamente para resolver problemas que precedem a exportação.

Após as empresas e cooperativas priorizarem os entraves à exportação, a ApexBrasil e parceiros do projeto, como o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Serviço Florestal Brasileiro, o projeto Amazônia 2030, o Observatório da Castanha da Amazônia, Embrapa, SEBRAE, Sistema CNA/Senar, Sistema OCB e universidades, buscarão corrigir os entraves com soluções de curto e médio-prazo.
As responsabilidades de cada parte serão as seguintes:

Empresas e cooperativas: As empresas e cooperativas terão um papel ativo e de protagonismo nas Mesas Executivas, não apenas apontando gargalos e sugerindo melhorias para o setor produtivo, mas também participando ativamente das reuniões, compartilhando suas experiências e visões. Além disso, é esperado que elas se preparem e invistam na exportação, garantindo que sua equipe esteja apta a enfrentar os desafios do mercado internacional.

Além de terem voz ativa e protagonismo na busca por soluções para o setor, as empresas participantes no projeto receberão pontuação adicional para participar de feiras, missões e ações de capacitação selecionadas da ApexBrasil. Do mesmo modo, elas não precisarão pagar contrapartida para participação em ações da agência.

ApexBrasil: A Agência exercerá papel de mediador. Será responsável por garantir a frequência das reuniões, criando um ambiente propício para a troca de ideias e experiências. Além disso, atuará como catalisadora de ações conjuntas, engajando os parceiros no enfrentamento de entraves identificados. A agência desempenhará um papel estratégico na organização de ações de promoção de exportação.

Parceiros: Os parceiros nas Mesas Executivas de Exportação participarão de reuniões específicas, esclarecerão questões técnicas e regulatórias, e poderão sugerir e implementar soluções inovadoras. A capacitação das empresas será uma meta compartilhada assim como as ações de promoção de exportação.
 
Para saber mais sobre as Mesas Executivas, acesse o estudo sobre as Mesas elaborado pelo projeto Amazônia 2030.

Texto e fotos: Assessoria

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