ESQUEMÃO AZUL: Apontado em relatório do Coaf, pai do governador do Acre diz que patrimônio ‘é fruto de décadas de trabalho’

Eládio Cameli também nega movimentação de R$ 420 milhões em conta bancária; família é investigada na Operação Ptolomeu

Por Rayssa Motta

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Investigado na Operação Ptolomeu. o empresário Eládio Cameli, pai do governado do Acre, Gladson Cameli (PP), se manifestou pela primeira nesta quarta-feira, 5, sobre as suspeitas levantadas pela Polícia Federal. Em nota, ele negou irregularidades e disse que ‘todo seu patrimônio é fruto de décadas de trabalho’. Também afirma que tem como ‘comprovar a origem lícita’ de seus bens e recursos.

O patriarca foi arrastado para o inquérito depois que um relatório produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que, entre janeiro e agosto de 2019, período que coincide com os primeiros meses de mandato de Gladson, ele movimentou R$ 420,4 milhões em uma conta corrente na Caixa Econômica. Eládio nega a movimentação.

“Ele confia na Justiça brasileira e espera que, ao final da investigação, seja verificada sua total isenção com relação a qualquer fato tratado na investigação”, diz o texto.

Pai do governador, Eládio Cameli, entrega a faixa ao filho, na solenidade de posse em 1º de janeiro de 2019; os dois são investigados pela PF. Foto: Odair Leal/Secom Governo do Acre

A família é investigada desde julho pela PF, que vê indícios de um suposto esquema de propinas em troca do direcionamento de licitações, contratações superfaturadas e a confirmação de recebimento de mercadorias não entregues e de serviços não prestados na área da Saúde e em obras públicas. Eládio afirma ainda que ‘ele e as empresas das quais é sócio não participaram de processos licitatórios ou de contratações diretas com o governo do Acre na atual gestão’.

Gladson também nega irregularidades. Em nota, os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, que defendem o governador, dizem que a investigação é um ‘emaranhado de assuntos desconexos’.

“Apenas suspeitas são lançadas, nenhuma imputação de crime é realizada. São apenas ilações desconexas”, afirmam. “Todas as suas movimentações financeiras são lícitas e o seu patrimônio tem origem conhecida, seja no âmbito privado, seja na renda auferida em razão das funções públicas ocupadas.”

Veja a publicação original aqui.

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