Época de jambo: fruto acende uma paixão cultural

Entre junho e julho existe um certo frenesi na capital do Acre, boa parte das pessoas saem de casa com ripas de madeira adaptadas, canos com cestinhas até uma boa pontaria, todos com único objetivo – querem a sua sacola de jambo.

Entretanto, existem aqueles apaixonados que não conhecem quem tem um pé do fruto em casa ou não empregam, uma cassada em busca do jambo nas árvores espalhadas da cidade.

Nesses casos, no mercado Elias Mansour, centro de Rio Branco, o produtor rural Francisco Gomes vende um sacola de jambo por apenas R$ 2 reais.

“Eu venho vender aqui no mercado todo ano, chego de manhã cedo e logo após do almoço já tenho vendido tudo. Algumas pessoas se impressionam e como já estão no mercado acabam comprando”.

A enfermeira Sandra Lima revela que, “todo ano na minha família tem uma briga por conta de jambo, minha sobrinhas ficam disputando cada jambo que amadurece”, conta ela sorrindo.

O jambo-vermelho (mais comum)

O jambo-vermelho (Syzygium malaccense) é uma fruta originária da Malásia, país que se localiza no sudeste da Ásia. Pertencente à família Myrtaceae, que abrange frutas como a jabuticaba, pitanga e goiaba, o jambo-vermelho é uma fruta de sabor adocicado que pode ser consumida in natura e também na forma de doces.

Fonte de ferro, fósforo, proteínas, carboidratos e vitamina A, B1 e B2, o jambo-vermelho é considerado uma fruta com médio valor calórico, contendo apenas 56 calorias em 100 gramas de polpa.

Em Porto Rico há a produção de vinho de jambo-vermelho. Em algumas regiões da Malásia, comunidades obtêm um líquido a partir da fervura da casca dessa árvore, que será utilizado em dores de estômago e diarreia.

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