Episódio da compra fake de máquinas para recuperar ramais confirma que governo Gladson está atolado na incompetência

Wherles Rocha (PSL), o vice-governador, denunciou que o governo do qual faz parte, cujo governador é Gladson Cameli (PP), está mergulhado no lamaçal da corrupção.

Tanto Rocha quanto este Portal, por motivos diferentes, apontaram vários casos de irregularidades, que culminaram nas prisões de empresários e agentes públicos.

E o mergulho no lamaçal fétido do desvio de dinheiro púbico está longe de atingir a profundidade necessária para se chegar aos beneficiados pelo esgoto que tira dinheiro da merenda escolar para robustecer os bolsos de uma minoria.

Esses casos de corrupção, cedo ou tarde, serão mais bem investigados, haja vista que a maioria envolve recursos federais.

Vamos, agora, sair do lamaçal para o atoleiro propriamente dito.

Ontem, este Portal trouxe a público que o governo do Estado anunciou a compra de 110 máquinas pesadas, que seriam utilizadas na recuperação de ramais nos municípios de  Assis Brasil, Epitaciolânida, Xapuri, Capixaba, Plácido de Castro, Rio Branco, Senador Guiomard, Porto Acre, Manoel Urbano, Feijó, Tarauacá, Cruzeiro do Sul, Brasileia, Acrelândia e Sena Madureira.

Os equipamentos beneficiariam 27,5 mil produtores, nos 15 municípios. Em mais da metade do Acre.

O problema é que Gladson Cameli mandou pintar as máquinas de azul, com as cores do seu partido sem que os órgãos de controle tomassem qualquer atitudes, mas não pagou um real.

Com isso, desde novembro do ano passado, os monstrengos azuis estão parados nos pátios das empresas vencedoras da licitação realizada entre em 2022.

Havia dinheiro para pagar os equipamentos, mas era necessário ter competência para acessar o recursos.

Em dezembro de 2019, Gladson Cameli e o seu cunhado Paulo Roberto Correia, que era superintendente da Sudam, assinaram um convênio com valor superior a R$ 45 milhões para adquirir os maquinários. O governo entraria com uma contrapartida superior a R$ 600 mil.

O tempo passou e até agora nada.

Para piorar a situação, o convênio vence no próximo dia 19 de junho. O Acre pode perder o dinheiro.

Lacônico e como se fosse algo simples, o secretário de Infraestrutura, Ítalo César, emitiu nota dizendo que não pagou as máquinas porque o dinheiro não veio. Veja aqui.

Não veio e nem virá porque falta compromisso e competência da equipe governamental.

Como o “dinheiro não veio”, os milhares de produtores rurais ficarão sem ramal no Acre prometido que seria aberto para o agronegócio.

Realmente o governo, onde nada é feito, está atolado na incompetência, além de mergulhado no lamaçal da corrupção.

Veja a matéria com os documentos que revelam a incompetência aqui.

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