Emenda de Bittar: Gladson pode ter sido usado para chancelar licitação superior a R$ 5 milhões com as cartas marcadas

Está marcada para o próximo dia 2 de junho, a partir das 8h10, a licitação para contratação de serviços técnicos especializados para realização de diagnóstico, estudos hidrológicos e de viabilidade técnica e socioambiental da bacia do Rio Acre.

A empresa vencedora do certame será responsável pela elaboração de anteprojetos de engenharia das intervenções necessárias para prevenção de enchentes e recuperação ambiental das áreas de riscos, no âmbito do Convênio n° 884105/2019 junto ao Ministério de Desenvolvimento Regional.

Aparentemente, trata-se de uma concorrência normal com o intuito de trazer benefícios à população.

Mas vamos aos fatos com maior profundidade.

No início da semana, o governador Gladson Cameli (PP) postou nas suas redes sociais audiência em São Paulo na empresa denominada Serviços Aéreos Industriais (SAI), que é, segundo postagem do governador, especializada em serviço de aerolevantamento a laser.

“A tecnologia é a mais avançada no mercado na área de topografia. tem uma relevância muito grande e ainda não foi usada pelo poder público no Acre”, escreveu o governador.

Ainda segundo Cameli, dando clara demonstração de que pretende contratar a empresa, no caso do Acre, a tecnologia poderá ter amplo “conhecimento dos lugares que alagam e o governo poderá se antecipar a esse problema”.  Veja mais informações aqui.

Na reunião, também estava presente o ex-presidente do Depasa, Tião Fonseca.

Fonseca foi exonerado e preso por suspeita de utilizar dinheiro público para beneficiar empresa da sua esposa, a senhora Delba Bucar.

Mesmo fora do governo, segundo fonte, Fonseca goza de influência na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Regional (Sedur), que é controlada politicamente pelo senador Marcio Bittar (MDB).

“O Tião Fonseca monitora esse projeto há muito tempo”, revelou uma fonte.

Vamos ao passo seguinte.

A licitação será realizada porque há uma emenda parlamentar de Marcio Bittar, no valor de R$ 5,3 milhões.

Tião Fonseca é apadrinhado do senador e não estava na reunião com o governador por obra do acaso. Supostamente estava cuidando dos seus e dos interesses do seu padrinho politico.

Quanto ao governador, sempre é bom lhe dar benefício da dúvida.

Gladson Cameli pode ter sido usado para chancelar uma licitação de cartas marcadas.

Dia 2 terá a licitação.

O negócio é acompanhar no Diário Oficial para ver quem será a empresa vencedora.

O risco nesse tipo de situação é, a pretexto de monitorar alagamento do Rio Acre, o governo acabar alagando os cofres de quem não tem zelo com o dinheiro público.

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