Por Daniel Zen*

Quanto mais o tempo passa, piores ficam as coisas na Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esportes do Acre (SEE/AC). O governo, preocupado em barrar nossa proposta de CPI para apurar desmandos na pasta, acaba postergando a adoção de parte da solução: substituir a equipe que transformou a SEE/AC de uma referência em boas práticas de gestão pública para um exemplo de corrupção e desmazelo.

Dentre escândalos de corrupção já investigados (desvios na compra de merenda escolar, computadores e cestas básicas) e que ainda não estão sendo apurados (aquisição de livros didáticos), os problemas na gestão se acumulam:

1) atraso de 4 meses no pagamento de terceirizados;

2) suspensão do pagamento de bolsa aos profissionais das Escolas de Tempo Integral;

3) suspensão do pagamento de aulas complementares;

4) suspensão no pagamento de 13° e férias proporcionais aos professores provisórios;

5) não convocação dos aprovados no último concurso público;

6) truculência na implantação do modelo de Escolas Vocacionadas, parte integrante do Novo Ensino Médio;

7) Não regulamentação da função de assessoramento pedagógico.

Todos esses casos já foram denunciados, por mim, na tribuna da Aleac. Mas, eles não param por aí.

Não satisfeitos com todo esse desmando, a SEE/AC expediu um comunicado, por intermédio de um ofício circular, com ameaças explícitas aos Diretoras de Escolas, insinuando que estes adotam práticas ilegais na solicitação de contratação e posterior lotação de professores provisórios.

Além disso, o governo prometeu antecipar parte do pagamento do Premio de Valorização pelo Desempenho Profissional – VDP nesse mês de abril. Como era de se imaginar, não cumpriu o que foi prometido.

Não vou nem falar da possibilidade – temerária – de retorno às aulas presenciais, antes da vacinação de professores, profissionais de apoio e demais membros da comunidade escolar.

Em resumo, pode-se dizer que o atual estado da arte na Secretaria de Educação, Cultura e Esportes do Acre é uma mistura tóxica e explosiva de incompetência, inação, arrogância, prepotência e roubalheira.

É o que acontece todas as vezes em que, no lugar de bons agentes políticos e de gestores públicos sérios e comprometidos, a máquina estatal é loteada e seus cargos ocupados por parvos, néscios e beócios. É nitroglicerina pura!

*Daniel Zen é professor da UFAC, doutorando em direito pela UnB e deputado estadual, no Acre, pelo Partido dos Trabalhadores.

Related Posts

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto:
Close Bitnami banner
Bitnami