Dívida da Aleac deixa Estado inadimplente e pode ter sido o motivo da exoneração da secretária da Fazenda

Uma dívida com o Fisco federal de aproximadamente R$ 2 milhões da Assembleia Legislativa teria sido um dos principais motivos para que a servidora do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Semirames Dias tenha pedido a exoneração do cargo de secretária da Fazenda.

O débito teria sido contraído pela mesa diretora da legislatura passada, a atual alega não ter como pagar e exige que o governo aumente o repasse.

O problema, porém, não é simplesmente o débito.

Essa dívida de um Poder impede que o governo do Acre movimente e internalize recursos externos, pois está impossibilitado de receber a certidão da Receita Federal.

Por lei, a certidão do Estado inclui os três poderes, mais o Ministério Público e o TCE. Se algum estiver inadimplente, inviabiliza a internalização de recursos.

Segundo fonte do Portal do Rosas, alguma mente iluminada propôs que a ex-secretária desse um jeito.

Temendo colocar o seu CPF em xeque, Semirames Dias refugou.

A inadimplência da Aleac está tendo impacto nos empresários e prestadores de serviços que dependem de recursos de operações de créditos para receber pelos serviços prestados.

Primos do governador Gladson Cameli, por exemplo, estão com medições de obras realizadas nos municípios de difícil acesso prontas desde fevereiro, mas até agora não viram a cor do dinheiro.

Soma-se à inadimplência da Aleac e a proposta do jeitinho outra medidas tomada por Cameli sem a prévia consulta aos técnicos.

Recentemente, na madrugada, o governador anunciou que irá alterar o sublimite do Simples a partir de 2020. Fez questão de afirmar que não consultou a ninguém.

Por coincidência, no dia seguinte a secretária pediu para sair.

Deve ter percebido que Gladson Cameli não precisava dos seus conselhos e nem do seu trabalho.

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