Dirigente do PP admite que Gladson só foi candidato ao governo porque era o “que tinha” no momento

Dirigente do PP admite que Gladson só foi candidato ao governo porque era o “que tinha” no momento

Em áudio, pastor Reginaldo Ferreira detona o governador e diz que empresas de outros estados ganham o dinheiro no Acre e que falta projeto ao governo

No covil de arapongagem em que se tornou os partidos que dão sustentação ao governador Gladson Cameli, a semana inicia com uma gravação feita em conversa do presidente municipal do PP, Reginaldo Ferreira, com outros dois interlocutores.

Pastor evangélico, o dirigente partidário confessa o que ele e a maioria da população acreana pensam sobre o chefe do Executivo acreano. Aponta a influência que o senador Sérgio Peteção, que é dono do PSD, tem dentro da sigla do governador.

Ao tomar conhecimento da gravação, Gladson Cameli anunciou a saída do PP, resta saber se realmente entregará a carta de desfiliação. 

Veja os principais trechos da gravação:

“Eu tenho que me imaginar como se eu fosse um ninja, para não cair nas armadilhas do Gladson o tempo todo”.

“De onde pode ter saído a ideia de o governador fortalecer uma candidatura fora do grupo político dele, contra Marcio Bittar, Petecão, Bocalom, Mailza, contra todo mundo?”.

“Ai você tem que fazer política no Acre importando gente para os cargos políticos de Rondônia e de Manaus”.

“As empresas que ganham dinheiro são de empresários cujo lucro vai para Rondônia, Manaus… isso é brincar com a gente”.

“O governador faz um movimento, eu faço dois… na esperança que ele acorde e se veja tão encurralado…”

“A coisa chegou a um ponto que a candidatura do Progressista é inevitável, ela é vital. Quanto mais o Gladson se mostra voluntarioso, mais a direção do partido enxerga que a candidatura é imperativa. A gente quer que seja com ele, mas mesmo sem ele a candidatura é inevitável”.

“Essa candidatura, diferente do Gladson, não vai se eleger só com promessa, sem se importar de dizer algo aqui e depois não cumprir. Esse é o fator Gladson”.

“A candidatura do Bocalom é questão de sobrevivência. O Gladson está muito bem, obrigado, com os olhos dele bonitos, com a fama de rico”. 

“Eu não costumo ver o dinheiro do Gladson. Esse tempo todo eu nunca vi o dinheiro do Gladson”.

“Se brincar, a gente chega a 2020 e vamos ter que ir sorrindo, de novo, com o Gladson. E o Gladson era o nome ideal? Não, era o que tinha”.

“Não foi o outro que decepcionou a gente. Nós é que enxergamos expectativas elevadas ne pessoa. O Gladson não passa de uma criança no corpo de um homem”. 

 “Nós temos projeto? Nós temos programa? Você vê em algum lugar alguém preparando um projeto, preparando um programa? Já estamos quase na metade do nosso mandato e não vemos nem sinal disso”.

Ouça o áudio completo aqui, publicado no site Acre247.com. 

Leonildo Rosas

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