Dinheiro do pré-sal pode ter levado governador a vetar artigos da LDO

Semana passada, os deputados da oposição e da base aliada foram pegos de surpresa com quatro vetos pelo governador Gladson Cameli à Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO).

Os vetos pegaram a todos de surpresa, o que levou até aliados de primeira hora, como a deputada Antonia Sales (MDB), a bater pesado no chefe do Executivo estadual.

Para os deputados, os vetos foram uma falta de respeito completo com o presidente da Comissão de Orçamento, Chico Viga, e com o próprio líder do governo, José Luiz Tchê.

Como a revolta é grande, a tendência é que esta semana o Parlamento se posicione, sob pena de ser desmoralizado.

Mas há um motivo não explícito para o governador Gladson Cameli ter feito os vetos: a partilha dos recursos do Pré-Sal.

O Senado, no último dia 3, aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que permitirá que o governo federal reparta com os estados e municípios os recursos do leilão de cessão onerosa do pré-sal.

A expectativa é que R$ 22 bilhões sejam distribuídos entre os entes federados.

As regras de divisão dos recursos seguirão as mesmas do Fundo de Participação dos Estado (FPE) e dos Municípios (FPM).

Com a entrada de mais recursos no caixa, o governo Cameli terá que repartir com os outros poderes.

É o X da questão.

Quando Cameli fez os vetos, o deputado comunista Edvaldo Magalhães subiu à tribuna para alertar sobre os riscos de desmoralização do Legislativo.

Magalhães também destacou a importância da palavra empenhada na política.

Veja o pronunciamento: https://youtu.be/SOEMMKVWvFI

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