Gladson Cameli suspeita que estão desviando a merenda das crianças nas escolas; carne de terceira foi vendida como de primeira

O governador Gladson Cameli voltou os olhos para outra grande secretaria, a Secretaria de Estado de Educação (SEE).

Ficou sabendo, por exemplo, que carne de terceira foi vendida como se fosse carne de primeira para ser servida na merenda escolar.

Segundo longa matéria publicada na Agência de Notícias do Acre, Cameli determinou a apuração de denúncias de que recursos destinados à merenda escolar podem estar sendo utilizados para fins escusos. 

“Em hipótese alguma essa verba pública, que é para alimentar os alunos, pode ser desviada para qualquer outro fim que não seja a merenda escolar. Quero controle e fiscalização de cada centavo e quem estiver envolvido em falcatruas e desvios será responsabilizado criminalmente”, declarou o governador.

Segundo a matéria, por determinação do governador, uma grande operação está sendo realizada pela Casa Civil, Procuradoria Geral do Estado, Controladoria Geral do Acre e Delegacia-Geral de Polícia Civil para apurar indícios de desvios que envolvem R$ 37 milhões e 32 empresas fornecedoras de insumos da merenda escolar da rede pública estadual de educação.

A iniciativa é correta até certo ponto, pois os órgãos responsáveis pela investigação deveriam ser a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, haja vista que a maioria dos recursos destinados à educação são oriundos do Fundeb.

Quando põe sob suspeição, uma das pastas mais importantes do seu governo, Cameli revela que perdeu o controle das ações, pois é sabido que vários políticos, com  e sem mandato, têm influência e empresas ligadas a ele fornecendo para a administração estadual, sendo a SEE uma das principais. 

A denúncia, de acordo com a matéria, dá conta de que carne de terceira foi entregue como sendo de primeira e carne moída de peixe não identificado como filé de peixe.

“Esses são alguns exemplos das dezenas de problemas expostos pela denúncia feita ao governador. Também existem os casos em que os produtos não foram entregues ou foram entregues apenas parcialmente. O grave também é que as notas foram atestadas como se os insumos tivessem sido entregues ao almoxarifado, porém boa parte não consta no estoque e não há rastreabilidade”, afirma o secretário Luís Soares, chefe da Controladoria-Geral do Acre.

Veja a matéria https://agencia.ac.gov.br/gladson-manda-apurar-desvio-de-produtos-da-merenda-escolar-no-acre/

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