DENÚNCIA: Governo demite funcionários recém-contratados pela Educação

Por Tácio Júnior

Acreditando nas promessas de campanha do então candidato Gladson Cameli, muitos acreanos participaram de processo seletivo da Secretaria de Estado da Educação, Cultura e Esportes (SEE) com a esperança de se manterem empregados pelos próximos dois anos.

Porém, não é o que está acontecendo e os novos funcionários já estariam sendo demitidos pelo governo após alguns meses de trabalho.

Segundo denúncia que chega ao Portal do Rosas, trabalhadores contratados no início do ano letivo foram demitidos depois de poucos meses prestando serviços à Educação.

Uma das demitidas, que prefere não revelar sua identidade com medo de represálias, relata em áudio enviado à nossa redação que não existe um critério claro para a escolha dos demitidos e, pior: sequer é dada uma explicação plausível sobre o motivo das demissões.

“Os funcionários estão sendo demitidos sem justificativa e de forma desordenada. Funcionário prestando serviço, cumprindo com todas as suas atribuições, está sendo demitido”, garante a denunciante.

Não se sabe ao certo o número total de trabalhadores demitidos.

A denunciante conta que, somente no dia em que ela entrou em contato com a equipe do Portal do Rosas, mais de vinte pessoas foram demitidas.

“Era um contrato de dois anos. Porém, os profissionais já foram demitidos com cinco meses de trabalho sob a alegação de que o governador mandou ‘enxugar’ gastos”, completa ela, indignada.

Quando foi candidato ao governo do Acre, Gladson Cameli prometeu valorizar o funcionalismo, contratar servidores por concurso e acabar com os cabides de emprego.

O que não parece estar se configurando, agora que chegou ao poder. A autora da denúncia levanta, ainda, a suspeita de que as demissões ocorrem por motivação política.

“E o pior é que funcionários chamados mais recentemente estão permanecendo nas funções enquanto os aprovados nas primeiras colocações estão sendo demitidos. A gente passou por um processo seletivo, mas sabemos que tem um monte de gente com contrato direto lá. Eles estão demitindo alguns aprovados para colocar os deles lá dentro”, afirma.

Outro grave ponto levantado pela denúncia é de que quem demite não sabe qualquer particularidade sobre a produtividade dos demitidos, inclusive aqueles da Educação Especial. “Demitiram trabalhadores da Educação Especial sem consultar os profissionais do AEE [Atendimento Educacional Especializado], que são os profissionais que tomam de conta das pessoas que cuidam das crianças especiais. Ou seja: o governo não analisou nem o perfil de trabalho na Educação Especial e já saiu demitindo”.

O Ministério Público do Estado deve entrar no caso e constatar se as denúncias procedem e se há a configuração de crime na prática alegada pelos profissionais em educação.

Veja abaixo o que Gladson disse em seu programa eleitoral sobre a valorização dos servidores e a contratação de profissionais da educação:

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