Delegado da PF que conduziu a desastrada Operação G-7 no Acre é suspenso por erro de sindicância na Lava Jato

Mauricio Mocardi Grillo, delegado da Polícia Federal que conduziu a desastrada Operação G-7 no Acre, em maio de 2013, foi suspenso das suas atividades por erro de sindicância na Lava Jato.

Segundo matéria assinada por José Marques e publicada no UOL, Moscardi Grillo levou uma suspensão de oito dias por ter trabalhado mal na condução da investigação.

Ele foi responsável pela investigação com resultado equivocado sobre uma escuta instalada na cela do doleiro Alberto Youssef, em 2014.

O delegado concluiu, à época, que o grampo tinha sido instalado com autorização judicial na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, em 2008, para investigar o traficante Fernandinho Beira-Mar.

Foi descoberto que, além de não ter autorização judicial, foram gravadas 260 horas de conversas de presos da Lava Jato.

Grillo não trabalha bem.

No Acre, nem denúncia foi formalizada contra os acusados na Operação G-7. Por falta de provas, a Justiça Federal absolveu a todos os implicados.

Moscardi Grillo foi reprovado em avaliação psicotécnica relativa ao concurso para o cargo de delegado da Polícia Federal.

Para tomar posse, ele, que já era agente da PF, entrou com mandado de segurança.

Em 2011, a Justiça Federal considerou que ele teria direito à certidão com a pontuação necessária para cada cargo no exame psicológico, já que queria apenas respaldar sua tese de que, tendo sido aprovado no exame psicotécnico para agente, função que já ocupava, seria contraditória a reprovação para o cargo de delegado.

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/09/pf-suspende-delegado-apos-erro-em-sindicancia-sobre-grampo-na-lava-jato.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa

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