De onde vem o dinheiro? Ônibus elétricos anunciados por Tião Bocalom custariam mais de R$ 17 milhões aos cofres municipais

Há políticos que não sabem o que dizem.

Há também os que sabem, mas preferem faltar com a verdade.

Ao final deste texto você define em qual espécie se enquadra o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PP).

Sem ter o que fazer na COP-26, que está sendo realizada em Glasgow, na Escócia, Bocalom anunciou que foi à fábrica da Mercedes Benz, na Alemanha, tratar da possível aquisição de ônibus elétricos para reforçar a frota na capital acreana.

Esse anúncio, por si só, revela uma total falta de conhecimento do homem que ficou conhecido por promete uma tal “vaca mecânica”.

Bocalom não tem como adquirir esses ônibus pela prefeitura. O transporte público em Rio Branco é feito por meio de concessão às iniciativa privada.

Será que ele pensa em municipalizar?

Não, claro que não.

Ele quer arranjar uma desculpa esfarrapada.

Se tivesse realmente interessado em ônibus elétricos, Tião Bocalom não precisaria ir tão longe.

A Mercedes Benz já está trabalhando para produzir os veículos no Brasil. Fez esse anúncio em agosto deste ano.

A empresa pretende investir R$ 100 milhões no projeto do chassi de ônibus urbano eO500U.

As vendas só começarão em 2022, enquanto a fabricante ainda acerta os últimos testes e o modelo de negócio que prevê a venda do veículo junto com uma consultoria ao cliente que quiser adotar a propulsão elétrica em sua frota de ônibus, incluindo desde o financiamento até o fornecimento de carregadores e assistência técnica.

O investimento no primeiro veículo elétrico da marca no País está incluído no programa de R$ 2,4 bilhões para o período 2018-2022.

A história de Bocalom é, portanto, furada.

Não, porém, como esquecer de um detalhe fundamental: o custo do veículo.

Um ônibus elétrico custa até cinco vezes mais do quem um veículo semelhante movido a diesel.

Hoje, o valor aproximado de um veículo como esse sairia em torno de R$ 1,7 milhão.

Tião Bocalom disse que pretende comprar 10 veículos, que custariam as cofres municipais mais de R$ 17 milhões.

E ai, Bocalom não sabe sobre o que fala ou está mentindo sobre o verdadeiro objetivo da sua viagem?

 

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