De olho em 2022, Sérgio Petecão muda o tom do discurso em relação ao governo e passa a fazer cobranças sérias

Dono de um estilo peculiar de fazer política, quase sempre adotando um estilo brincalhão e, por vezes, bonachão, o senador Sérgio Petecão (PSD) deve ter percebido que precisará mostrar algo a mais para se eleito governador.

Petecão vem acumulando sucessivas vitórias desde 1994, quando fora eleito deputado estadual pela primeira vez.

Naquela legislatura iniciou na base do então governador Orleir Cameli, mas logo percebeu que o governante não era dado a cumprir palavras e migrou para a oposição.

Apoiador do petista Jorge Viana, o hoje senador foi eleito e reeleito, chegando a exercer, de forma inédita, quatro mandatos sucessivos de presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac).

Ainda na extinta Frente Popular, Petecão concorreu a deputado federal e tirou a segunda melhor votação nas eleições de 2006, ficando atrás da comunista Perpétua Almeida.

Sérgio Petecão é daqueles que sentem cheiro dos ventos da mudança.

Para as eleições de 2010, sentiu que poderia concorrer ao Senado, que naquele ano tinha duas vagas na disputa, mas também percebeu que não teria vez na Frente Popular.

Ao amigos dizia: “Se a Perpétua concorrer ao Senado, eu não irei. Agora, se for o Edvaldo Magalhães, estarei dentro”.

A Frente Popular fez a opção por Magalhães.

Petecão foi eleito senador e reeleito nas eleições de 2018.

A cada eleição, a sua votação só cresce.

Agora, o senador se prepara para tentar realizar o seu maior objetivo: se governador do Acre.

Ocorre que a empreitada não se apresenta fácil.

Gladson Cameli, o atual ocupante do cargo, pouco ou nada fez do prometido em campanha, mas mantém boa parte da popularidade intacta.

Político experiente, Petecão percebeu que necessitará se diferenciar de Cameli, mostrar que é mais sério e que pode apontar novos e melhores caminhos para o Acre.

Dentro dessa nova roupagem, o senador está mudando o comportamento.

Semana passada, a um site local, Petecão verbalizou o que pensa sobre o governo que ajudou a eleger. Dentre outras coisas, declarou que Gladson faz um governo fraco.

No fim de semana, fez questão de gravar videos próximo às máquinas adquiridas pelo governo, deixando claro que os recursos foram conseguidos junto ao governo federal pela bancada federal anterior à que fora eleita em 2018. Chegou a mencionar o nome do petista Jorge Viana.

Quando os recursos foram liberados, o governador desconsiderou a base aliada e gravou video somente ao lado do senador Márcio Bittar (MDB).

Sérgio Petecão, o brincalhão, demonstra que vai entrar sério no jogo. Tem se cercado de técnicos com reconhecida capacidade para a montagem da sua propostas de plano de governo.

Não é bom duvidar da determinação de quem, ao contrário de muitos, não tem preguiça de andar o Acre de ponta a ponta, que tem habilidade de conversar e entender o sentimento popular.

Mas, como não pode ficar sério demais, Sérgio Petecão, ao ser criticado pelo neo governista Moisés Diniz, que um dia fora comunista, colocou o anão Montana Jack para responder.

Montana, no alto do seu quase um metro e meio, chamou Diniz para brigar no andar debaixo.

Esse é o Petecão…

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