Construtora do Distrito Federal continua fazendo festa no Acre; governo já aderiu mais de R$ 27 milhões na ata da empresa Murano

Fazer licitação para realização de obras que é bom, nada!

Frustrando o empresariado local, o governo Gladson Cameli continua, sob as barbas dos órgãos de controle, encontrando jeitinho para fugir dos processos licitatórios.

No tocante às obras, a administração estadual encontrou um guarda-chuva gigante, por meio de uma ata de preços da empresa Murano Construções, com sede no Distrito Federal.

Em dezembro do ano passado, essa pequena empresa conseguiu vencer dois lotes na licitação realizada pelo Instituto Federal Goiano, para a realização de obras no Campus de Ceres.

O valor da ata supera os R$ 55 milhões, mas o Instituto, até o mês de março, só tinha usado R$ 200 mil.

Apresentada aos membros do governo, a empresa passou a ser tratada com carinho.

A apresentação aconteceu em Brasília e será motivo de outra reportagem aqui no Portal.

Devidamente apresentada e feitas as negociações, a Murano veio, mas sem ter qualquer estrutura no Acre.

No primeiro momento, a Secretaria de Infraestrutura fez a adesão de R$ 24.301.675,06.

De posse da adesão, o secretário Thiago Caetano passou a fazer coisas que podem confrontar com a lei.

Confrontos esses que foram apontadas por este site.

Basta o Ministério Público e o Tribunal de Contas investigarem.

Há indícios de que Caetano mandou executar até serviços de rodovias com uma ata que é exclusiva para manutenção predial.

Na edição de hoje, outro secretário publicou adesão e contrato com a empresa Murano.

Desta vez, trata-se do secretário Paulo Cézar Santos, da Justiça e Segurança Pública.

Com o ato publicado, a empresa importada do Distrito Federal conseguiu emplacar um montante de R$ 27,3 milhões.

É muito dinheiro que irá para fora do Acre movimentar outra economia.

Para se defender, o governo Cameli pode alegar que tudo está sendo feito dentro da legalidade.

Mas está claro que estão frustrando as expectativas das empresas acreanas, ao não realizar licitação.

Com esses R$ 27,3 milhões, se quisesse valorizar as empresas locais, o governo poderia ajudar a pelo menos 30 construtoras com obras em torno de R$ 900 mil.

Bastava licitar.

Mas as empresas locais estão paradas, sem perspectiva.

O Acre é um dos estados onde mais o desemprego aumentou. E a construção civil sempre foi uma das maiores geradoras de postos de trabalho.

A reportagem entrou em contato com o presidente do Sindicato da Construção Civil, Carlos Afonso Cypriano, mas recebeu o silêncio como resposta.

Cypriano está acomodado no governo de Gladson Cameli, onde exerce a presidência da Junta Comercial do Acre.

A mudez está justificada.

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