Conferência do Clima: Sem ter o que mostrar, Gladson Cameli vai à COP-26 apresentar política ambiental bem sucedida dos governos petistas

Gladson Cameli (PP) confirmou que participará a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-26), que será realizada em Glasgow, Escócia, no período de 1º a 12 de novembro.

 Há um monte de integrantes de malas prontas para o evento.

Custo com diárias e passagens não é problema, desde que a finalidade da passagem seja devidamente justificada.

 Criticar viagens e diárias é focar na periferia da questão. Elas são necessárias, pois não se vive numa ilha.

O que deve ser objeto de questionamento é outra coisa.

Prevendo as críticas, sites mantidos pelos cofres estaduais apressaram-se em tentar vender a imagem de que o governador do Acre se reunirá com grandes lideranças mundiais para discutir estratégias de redução de impactos ambientais.

A informação é inverídica.

Cameli ficará a quilômetros dos grandes líderes.

Ele e a sua assessoria terão que construir agendas paralelas, caso realmente tenham interesse no evento.

 

É ai que começa o problema. O governo do Acre, até agora, virou as costas para as questões afeitas ao meio ambiente. Uma das primeiras medidas do governador foi subir ao palanque e autorizar as queimadas  o desmatamento.

“Se o Imac (Instituto do Meio Ambiente do Acre) estiver multando alguém, me avisa (…). Me avisem e não paguem nenhuma multa, porque quem está mandando agora sou eu”, disse Cameli, durante evento em Sena Madureira, no dia 31 de maio de 2019.

Ele também tratou de acabar com o Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), mudando de ideia em seguida porque esse órgão é um grande captador de recursos internacionais.

Quem não lembra disso?

“O Acre chegará a Glasgow mais consciente de que cuidando da natureza estamos também preservando a vida”, declarou Cameli.

As palavras do governador soam da boca par fora. Um dos seus principais aliados, o senador Marcio Bittar, recentemente declarou que as mudanças climáticas não foram provocadas pela intervenção do homem, mas seriam coisas de Deus.

Como trunfo para ser apresentado na COP-26, o governador tem falado sobre a implantação pioneira do Sistema de Incentivos aos Serviços Ambientais (Sisa).

Realmente o Sisa é importante, mas foi criado no governo petista de Binho Marques (2007-2010).

Se tem alguma coisa para mostrar na COP-26, Gladson Cameli, que fracassou na promessa de incentivar o agronegócio, terá que mostrar as realizações os seus adversários e exaltar a politica ambiental desenvolvida nos governos petistas de Jorge Viana, Binho Marques e Tião Viana.

No governo Cameli o que se vê é o total descaso com o meio ambiente, com o crescimento assustador das queimadas a cada ano e a falta de apoio aos órgãos que tratam da questão ambiental no Estado.

 

Gladson é um poço de contradição e um deserto de desconhecimento. Ao site G1 ele declarou: “Estou muito otimista, todos os governadores irão. Vamos mostrar que cada vez mais cumprimos com o nosso dever, valorizar e cuidar do meio ambiente, mas ao mesmo tempo gerar emprego com o agronegócio porque não precisa desmatar para fazer um agronegócio sustentável”.

Nitidamente, ele fala da questão ambiental pisando em cascas de ovos para não ferir os interesses da turma do agronegócio, pois nenhum uma política voltada para a agricultura familiar o seu governo foi capaz de implantar.

A Escócia é um país conhecido pela qualidade do uísque produzido.

Os acreanos esperam que a viagem não seja apenas para a comitiva apreciar as belas paisagens e a qualidade da bebida.

Porque, de concreto, o governo Cameli só tem para mostrar o que os petistas fizeram e o que o seu governo se esmerou em tentar desmontar.

 

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