Condenado: A Justiça me condenou e deu a oportunidade para eu prestar serviço à comunidade por cinco meses

Sempre tive vontade de fazer algum tipo de trabalho comunitário, a fim de ajudar às pessoas necessitadas.

Os anos se passaram e tudo ficou apenas na vontade. Nunca dei um passo mais objetivo nesse sentido.

Posso dizer que negligenciei algo tão importante e solidário.

Só que a vida cobra dívida.

Se não faz por amor, quase sempre tem que fazer pela dor.

Hoje cedo recebi mensagem no meu amigo e advogado dos bons Giordano Jordão Simplicio.

Sempre ligado com o que acontece com o seu complicado cliente, ele enviou uma condenação da lavra do juiz Gilberto Matos, em processo movido pelo jornalista Jairo Carioca,

O magistrado me condenou justamente, pasme, à prestação de serviço à comunidade por cinco meses.

Confesso que aprendi a tirar lições até de coisas consideradas ruins.

Acho a condenação injusta e descabida, mas é o Judiciário brasileiro com as suas interpretações controversas e pouco afeitas aos fatos.

Vejo que o juiz vai me deu a oportunidade de fazer algo que venho postergando há tanto tempo.

Quem sabe, depois de cumprir a pena, eu não continue mais perto das pessoas que mais necessitam de apoio, carinho e solidariedade.

Pessoas que são carentes de justiça social e que quase sempre são órfás de julgamentos justos.

Mas é bom deixar claro o motivo da condenação.

Há alguns anos, quando eu ainda exercia a função de secretário de Estado, o senhor Jairo Carioca, mesmo sendo assessor do então senador Gladson Cameli, com a clara intenção atingir a minha honra, escreveu matéria sobre suposta condenação minha pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A condenação não se sustentou e foi reformada pela corte de contas.

Carioca era assessor de senador e, por isso, não poderia estar assinando matéria em sites.

Assim como eu, ele deveria ter dedicação exclusiva.

Naquele período, eu tinha recebido denúncia de casos de prostituição envolvendo um conhecido jornalista acreano.

Fui à minha página no Facebook e escrevi: “Lendo matéria assinada pelo assessor do senador Gladson Cameli, o senhor Jairo Carioca, sobre minha condenação no TCE, deu vontade de escrever sobre a vinda de “acompanhantes” de outros estados para fazer programa no Acre. Estou pensando em ir ao um hotel próximo ao Parque do Tucumã checar o nome de uma estonteante loira, dentre outras moças, que veio passar momentos bons. dizem que foi trazida por um jornalista bem inescrupuloso. Esse tipo de gente que age assim costuma ser a mesma que faz juras de amor à cônjuge nas páginas do Facebook”.

Observe que, em momento algum, eu digo o nome de Carioca. Mas a carapuça serviu e ele me processou.

Mesmo eu não citando nome, o juiz também entendeu que poderia ser o rapaz.

Quem sou eu para brigar com interpretação judicial?

O que me resta é cumprir a pena e aprender no serviço comunitário. Afinal, a gente sempre pode aprender.

Terei dificuldades, porém, para pagar a multa de quase R$ 900 imposta pelo mesmo magistrado.

Enquanto o meu local de trabalho comunitário não é decidido, eu estou aceitando a contribuição para pagar a multa.

Vamos tocando em frente…

Vivemos num país em que se condena por suposição e por se ter opinião.

Vida que segue.

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