Comissão de Saúde faz reunião com direção do Huerb e sindicatos

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), se reuniu na tarde desta quarta-feira (5), com servidores do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB) para tratar dos problemas que estão ocorrendo na unidade de saúde. Também participaram da reunião, membros do Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM), Sindicatos dos Médicos, Sindicato dos trabalhadores em Saúde e do Sindicato dos Profissionais Auxiliares e Técnicos e Sindicato dos Enfermeiros do Estado.

Na ocasião, os servidores relataram as dificuldades devido à falta de recursos humanos, medicamentos e materiais médicos hospitalares em momentos que as demandas de atendimento no HUERB só aumenta. . “ Temos nos esforçado para dar respostas, mas precisamos de mais apoio”, disse Fabíola de Souza, diretora do setor de Assistência do hospital.

Os servidores também falaram dos desafios que estão enfrentando na unidade de saúde devido à falta de profissionais. “É preciso fazer um concurso simplificado urgente para suprir todas as especialidades porque a demanda do hospital é grande demais. Estamos com um déficit grande na escala de enfermagem, na UTI falta técnicos de enfermagem para atender os pacientes. Já fizemos essa solicitação a Sesacre, eles ficaram de mandar mais profissionais para amenizar a escala, mas, até agora não chegou. Precisamos resolver esse problema, a situação atual é desumana demais”, salientou Edna, Coordenadora de Enfermagem do Huerb.

O diretor do Huerb, Welber de Lima, também destacou as dificuldades da escala de plantões do hospital. Segundo ele, os técnicos em enfermagem estão trabalhando sobrecarregados. “Hoje, os nossos técnicos estão trabalhando todos sobrecarregados, eles praticamente esqueceram o vínculo familiar para se dedicar ao Pronto Socorro. Todos eles têm 15 plantões extras e ainda assim, não conseguem fechar a escala de serviço. Esses problemas e todos os outros que estamos enfrentando, já foram repassados a Sesacre desde janeiro, solicitamos mais profissionais, porém, a burocracia dos órgãos competentes impede as contratações”, afirmou.

Welber também destacou os procedimentos que o hospital conseguiu realizar desde o início do ano. “Com todas as dificuldades, o Huerb realizou no mês de abril, 14 mil procedimentos, eletrocardiograma, Raio X, tomografia e ressonância. Cirurgias só no mês de abril, foram feitas 131, isso mesmo com toda a falta de material. Ao todo, 342 cirurgias foram realizadas. Na ortopedia, 1.253 foram feitas em abril, e no mês maio, 1.039. Isso mostra que nós estamos trabalhando, mesmo diante das dificuldades conseguimos criar contingências para realizar cirurgias”, frisou.

A ex responsável técnica da UTI do Huerb, Márcia Vasconcelos, frisou que um dos grandes problemas do setor é a falta de material e medicamentos. “Eu tenho apenas 18 luvas estéril para passar a noite, isso significa que eu não posso entubar os pacientes e nem aspirá-los. Também não tenho antibióticos. O governo diz que nos dá condições de trabalho, mas, a verdade é que ele não dá. Estamos trabalhando à mingua. E digo mais, sem equipe, sem recursos e sem ventilador, nós não temos como trabalhar. A UTI corre o risco de fechar”, disse.

Após ouvir atentamente o relato dos servidores, o presidente da Comissão de Saúde, deputado José Bestene (PP), disse que levará as reivindicações documentadas ao governador Gladson Cameli (PP).

“Levaremos todos os relatos de vocês ao conhecimento do governador Gladson e da Sesacre. Nós precisamos mostrar a eles a real situação do Huerb, eles precisam saber de fato o que está acontecendo lá. A saúde precisa de uma atenção maior dos nossos gestores, já fui secretário de Saúde e sei que para tudo funcionar bem nós temos que acompanhar de perto tudo que acontece nas unidades de saúde do Estado. Estamos falando de um setor sensível, que merece toda a nossa atenção”, frisou.

O vice-presidente da Comissão de Saúde da Aleac, deputado Jenilson Leite (PC do B), informou que agendará uma reunião com a nova gestora da Sesacre para tratar as questões trazidas pelos servidores do Pronto Socorro.

“Tudo o que ouvimos aqui é muito sério. Se faz necessário a contratação imediata de mais profissionais e a compra de mais medicamentos para a unidade, sem isso não tem como o hospital funcionar. A demanda do Pronto Socorro é grande demais, nós precisamos resolver essas questões com urgência. Nós precisamos manter também esse diálogo, com a nossa união acredito que conseguirmos resolver esses problemas que impendem o funcionamento daquela unidade que é tão importante para a população acreana”, enfatizou.

Os deputados Luis Tchê (PDT), Edvaldo Magalhães (PC do B) e Chico Viga (PHS) também estiveram presentes no encontro.

Fotos: Jardy Lopes.

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