Por Edilson Martins

Um amigo generoso enviou esta foto.

Coração do Brasil.

Início dos anos 70.

Vale da bacia do rio Xingu. Mato Grosso.

Questão indígena. Uma das raras pautas onde ainda se podia escrever.

O Governo militar contava com uma ala “nacionalista”, que recusava censura, escancarada, à Amazônia e à questão dos índios.

Jornalistas.

O bicho pegando nos anos de chumbo da ditadura Médici.

Éramos jovens.

Acreditávamos mudar o mundo, melhorar o mundo, mudar as pessoas.

“O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.”

O homem foi, tem sido, e assim será, incapaz de ver além do próprio umbigo.

Nada além do restrito círculo da família, religião ou da política.

Competitivo, narciso, egoísta, sedento de poder, em suas diferentes formas.

Principalmente quando a tudo isso nega.

Muita canalhice se mascara por trás da bondade, da generosidade, do amor ao próximo.

Belas lorotas.

Se cada um cuidar de seu jardim, já nos ensinou Voltaire, até que podemos algo avançar.

Já mudar o mundo, é prepotência demais.

Com todo o respeito, os jovens serão sempre ingênuos, idiotas, estúpidos, sem prejuízo de que mudam o mundo.

Jornal do Brasil, Veja, Realidade, Estadão,O Globo, e outros veículos.

Vemos o grande Luigi Manprim, fotógrafo, Pedro Martinelli, idem, Etevaldo Dias, e a hoje desembargadora Joana.

Parte, é possível, já nos deu Adeus, assim posso imaginar, até porque morrer é sempre possível.

O resto não me perguntem os nomes, sem prejuízo de queridos até hoje.

Apaguei, maldita memória.

O de boina, e bermuda, é o autor destas mal traçadas.

Desculpem esse chororô do passado.

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