Cadê o termo de cooperação com os chineses, Gladson Cameli? Governador prometeu investimento de R$ 1 bilhão, 40 indústrias e 20 mil empregos

A cada dia que passa, é criada entre a verdade e a palavra do governador Gladson Cameli uma verdadeira muralha chinesa.


Há poucos dias, Cameli viajou para a China com o presidente Jair Bolsonaro prometendo trazer investimentos que atingiriam o montante de R$ 1 bilhão. Prometeu trazer 40 indústrias e gerar 20 mil empregos.


Depois do tour, Cameli retornou com pretensões bem mais modestas.

Regressou falando em vender a Zona de Processamento de Exportação (ZPE), por R$ 27 milhões, e a Peixe da Amazônia.


Quando embarcou para mais uma das suas infrutíferas viagens internacionais, o governador fez publicar na Agência de Noticia do governo que haveria uma verdadeira revolução na economia acreana.


“A tão sonhada parceria comercial com a China ganha um importante avanço na próxima quinta-feira, 24. O governador Gladson Cameli integra a comitiva brasileira liderada pelo presidente Jair Bolsonaro, que cumprirá extensa agenda voltada ao fortalecimento da integração entre as duas nações, juntamente com o presidente chinês Xi Jinping e demais autoridades do país asiático”, publicou o site oficial.


Segundo a matéria, a viagem seria coroada com a assinatura do memorando sobre o estabelecimento de cooperação estratégica entre o Acre e a província chinesa de Shandong.

O documento, segundo a matéria, envolveria a implantação de um moderno complexo industrial, comercial e de serviços no Acre, com investimento da ordem de R$ 1 bilhão e a criação de 20 mil empregos diretos.


“Pela proposta, o governo acreano oferecerá todas as condições e estrutura necessárias para que 40 empresas da China se instalem na Zona de Processamento de Exportação (ZPE), em Senador Guiomard. Além da fabricação dos mais diversos produtos, sobretudo, equipamentos e componentes eletrônicos, será a grande oportunidade para a ampliação substancial das exportações acreanas, com agregação de valor. Além disso, será implantado um centro de exposição e distribuição de uma variada gama de produtos, na mesma área”.


Gladson Cameli regressou e não apresentou nenhum documento comprovando o estabelecimento do compromisso. Parece ter dado o calado como silêncio. Para que a sua palavra não seja novamente confrontada, seria bom apresentar os resultados à sociedade. É o mínimo que se espera.


Como parece ter um “fervilhão”, o governdor já anunciou nova viagem internacional. Dessa vez irá a Lima, no Peru, prometendo exportar carne bovina. É duro acreditar.

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