Bestene confronta a Justiça ao dizer que concursados do Pró-Saúde não serão demitidos; secretário nega negociação para terceirização

A falta de experiência ou o excesso da má-fé levam algumas pessoas a prometerem o que não podem entregar. É o que parece nessa história para encerrar o movimento grevista dos trabalhadores em Saúde.

Pressionado, o jovem secretário de Saúde do Estado, Alysson Bestene, assinou um documento assumindo compromissos com o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sintesac) que podem lhe custar caro, pela fragilidade e por confrontarem com os interesses do próprio governo.

Talvez por desconhecimento jurídico, Bestene tenha garantido que os concursados da paraestatal Pró-Saúde não serão demitidos. Ele não poderia prometer isso, pois confronta com uma decisão judicial do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), com trânsito em julgado.

Caso faça a opção de descumprir a decisão, o governo estadual será obrigado a pagar multa diária de R$ 10 mil, limitado a 90 dias.
Há uma acordo assinado entre o governo do Estado e o Ministério Público do Trabalho para o cumprimento da sentença.

Outros assunto controverso no documento é o da terceirização das unidades de Saúde. Até as paredes e os tetos do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) sabem que o governo quer se livrar da responsabilidade sobre a unidade.

Desde o início do ano, tanto o governador quanto o secretario vêm falando sobre terceirização. Mas, no documento assinado por Bestene, ele tentar dar uma de João sem braço ao negar que o governo esteja negociando isso.

O tempo vai apontar quem joga com a verdade.
Recomenda-se os servidores ficarem em antenados e evitem sonífero para não serem pegos de surpresa enquanto dormem.

Related Posts

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto:
Close Bitnami banner
Bitnami