Associação Médica repudia agressão a profissional e diz que governo está cego, surdo e mudo às reivindicações da categoria

A Associação Médica do Acre emitiu nota repudiando a agressão sofrida por uma médica, na terça-feira, dentro do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb).

A entidade também repudia o que classifica de trabalho ineficaz dos gestores do Estado, “que demonstram estar cegos, surdos e mudos quanto às reivindicações da classe enquanto os colegas sofrem as consequências do trabalho na linha de frente de uma saúde pública desmantelada”.

Segundo a nota, os médicos enfrentam dias sombrios no exercício da medicina em todo Brasil, particularmente no Acre.

“Dia após dia, vários médicos que atuam na assistência no âmbito da Saúde Pública no Estado sofrem com a falta de segurança dentro das unidades hospitalares – isso é uma consequência direta da falta de condições de trabalho e de recursos humanos em saúde”.

Em tom duro, o texto afirma que a voz da classe médica não se faz ouvida em seu clamor pela pasta gestora responsável pela saúde.

“Escala de plantões são feitas pro forma, somente para cumprir burocracia administrativa, mas cheias de ‘buracos’ com uma falsa resolução da gestão que encontra na redução do número de médicos por plantão a forma de cumprir com suas obrigações administrativas”, denuncia.

Aos médicos, diz a nota, recai a responsabilidade de fazer vários plantões extras (mesmo contra sua vontade), para suprir o número mínimo de profissionais necessários, a fim de oferecer uma saúde considerada digna e de qualidade aos usuários do SUS.

“Outro agravante a essa situação é a constante de se submeterem aos desmandos de chefes imediatos para não serem penalizados administrativa e eticamente”.

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