Asfury, ex-zagueiro clássico e bicampeão acreano, é mais uma das vítimas da Covid-19

Asfury, ex-zagueiro clássico e bicampeão acreano, é mais uma das vítimas da Covid-19

Mais um craque da seleção passado perdeu a vida por complicações ocasionadas pelo novo coronavírus. Trata-se do taraucaense Antônio Asfury da Costa, 72 anos, que se mudou com a família para Rio Branco ainda na infância.

Na carreira futebolística, Asfury jogou pelo Rio Branco (1966 – 1968/1972), Grêmio Atlético Sampaio-GAS (1967) e Internacional (1973). Ele atuava de lateral-direito ou ainda de quarto-zagueiro, mas era considerado um jogador clássico, tanto que esteve entre os presentes na Seleção da Federação Acreana de Desporto (FAD) na temporada de 1973. Ele também foi campeão acreano nos anos de 1967 e 1971 e vice-campeão em 1973.

Asfury pendurou as chuteiras aos 24 anos, pois enxergava o futebol apenas como uma atividade de lazer, assim resolvendo ingressar nas fileiras da Polícia Militar do Acre e, posteriormente, se graduou em Economia e foi trabalhar como economista na Universidade Federal do Acre (Ufac), onde permaneceu até se aposentar.

Falecido nessa quarta-feira (13), o personagem, ano passado, esteve entre os escolhidos para ilustrar o site “NA MARCA DA CAL” e página de Esportes do Jornal Opinião, em texto escrito pelo cronista esportivo Francisco Pinheiro “Dandão”. CONFIRA A MATÉRIA COMPLETA ABAIXO.

Francisco Dandão

O Acre da década de 1960 praticamente não oferecia opções de distrações e divertimentos aos seus cidadãos, principalmente aqueles na faixa etária da adolescência. Dessa forma, quase todos os jovens se voltavam para o mundo do futebol, levando em conta que os praticantes desse esporte, cuja praça principal era o estádio José de Melo, eram vistos como grandes ídolos.

Essa tendência não foi diferente para o garoto Antônio Asfury da Costa, nascido em Tarauacá, no dia 19 de novembro de 1948, que se mudou com a família para Rio Branco ainda na infância. E já nas primeiras peladas, nos campos periféricos da capital acreana, às vezes descalço e sem camisa, ele demonstrou um trato com a bola de muita técnica e rara sensibilidade.

Logo ele foi “descoberto” pelos olheiros do Rio Branco, um dos times mais tradicionais do Estado. E assim, de uma hora para a outra, se viu convocado pelos dirigentes Ary Rodrigues e Barrinho para fazer um teste no Estrelão. Aprovado, foi incorporado ao time juvenil, no primeiro semestre de 1966, se exibindo ora como lateral-direito, ora como quarto-zagueiro.

Nesse primeiro momento, Asfury ficou pouco tempo no Rio Branco, por conta da obrigação de prestar o serviço militar. Uma vez no Exército (4ª Companhia de Fronteira), ele já foi logo assumindo a titularidade dos juvenis do Grêmio Atlético Sampaio (time dos militares), junto a outros bons jogadores da época, casos de Edson Carneiro, Romeu, Hélio Pinho e Palheta.

Veja mais Na Marca da Cal.

Leonildo Rosas

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