Aprovados em concurso da Polícia Civil do Acre passam por necessidades após o término do curso de formação

Foto: Secom

Após dois meses do término do curso de formação da Polícia Civil do Acre (PCAC), candidatos estão passando por situações precárias, devido a não nomeação posse no quadro de funcionários do Estado.

Na expectativa após três anos, desde as últimas fases do concurso, os candidatos relatam que, para frequentarem o curso de formação da Polícia Civil (última fase do concurso, que começou em julho com término no dia 2 de novembro do ano passado), tiveram que largar os seus empregos no seus estados de origem, suas famílias e alugarem abrigos em Rio Branco.

Fizeram o esforço para realizarem um sonho: serem policiais civis no Acre. O sonho, porém, virou um pesadelo.

“Tive que largar tudo no estado de Rondônia para concretizar o sonho de ser policial. Larguei família, emprego, minha filha que tanto amo. Passei quatro meses me empenhando e, até hoje, estou esperando por esta nomeação e sofrendo, pois estou desempregado e me virando aqui no que dá”, disse um aprovado no cargo de agente que prefere não se identificar.

O governador Gladson Cameli garantiu que, em 59 dias faria a para nomeação dos candidatos do concurso da Polícia Civil.

Mas, segundo o que constatou esta reportagem, o possível cenário seria no mês de maio e não mais em janeiro, ou mesmo dezembro do ano passado, como foi prometido pelo próprio governador do Estado.

Cameli assumiu o compromisso durante a solenidade de encerramento do curso de formação, ocorrido no buffet Maison Borges.

Um dos aprovados, que também prefere não se identificar, revela que a sua situação econômica é classificada como “delicada”, haja vista que ajuda a sua família e teve, igual aos demais, que largar o seu emprego para seguir no curso de formação. Mas, desde que terminou o curso, vive a expectativa de retornar ao Acre para servir à PCAC e, enquanto isso, não conseguiu um emprego sequer.

“Saímos com esta promessa, a de sermos nomeados. Até hoje, nada! Observamos os esforços que o governo fez para a realização do nosso curso, mas não podemos deixar de externar a nossa insatisfação, pois largamos tudo nos nossos estados na esperança de sermos nomeados. Estou passando por sérias dificuldades financeiras aqui em Rondônia, meu estado de origem. E quero dizer que, mesmo assim, ainda quero acreditar que o governador vai interceder pela gente”.

Ao contrário dos mais 247 alunos soldados da PM, que já estão contratados pelo Estado (começaram o curso de formação no mesmo ano, de 2019, que os candidatos da Polícia Civil), e logo serão promovidos à graduação de soldados na Polícia Militar do Acre, os candidatos da PCAC relatam angústia com a atual situação vividas por eles: sem nomeação e, consequentemente, sem posse.

“Tive que largar o meu emprego, assim como os demais, para seguir para última fase do concurso, que é o curso de formação. Talvez a sociedade não saiba, só ganhamos salário enquanto alunos, ou seja: enquanto frenquentamos o curso, depois disso, como não fomos nomeados, ficamos sem receber nada, à mercê do tempo, desempregados. Ainda confiamos na palavra do governador e esperamos o quanto antes darmos seguimento a este sonho, que é servir a Polícia Civil do meu Estado”, frisou o candidato ao cargo de escrivão, que preferiu não se identificar, temendo alguma represália.

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