Algozes de Dilma Rousseff comemoram a Ponte do Madeira, obra que aconteceu por determinação da presidenta petista

O ano: 2014.

O dia e o mês: 15 de março.

Há pouco mais de sete anos, o Acre vivia as dificuldades provocadas por uma enchente histórica do Rio Madeira, em Rondônia, que trasbordou sobre a BR-364 e praticamente isolou o Estado do restante do país.

Liderado pelo então governador Tião Viana (PT), o governo montou, em parceria os demais órgãos, entidades e empresários, uma verdadeira operação de guerra para o Acre não ficar desabastecido.

Foram dias de luta, muita união e resistência.

As dificuldades foram latentes, mas não houve desabastecimento porque o governador chegou, inclusive, a mandar a policia para garantir o acesso de produtos e combustíveis provenientes do Peru.

Tudo é história que não pode ser mudada e mascarada.

A situação do Acre, como não poderia deixar de ser, chamou a atenção do governo federal.

Naquele mês de março de 2014, a presidenta de República, Dilma Rousseff, veio Acre.

Dilma fez sobrevoo nas áreas alagadas e garantiu que tal fato nunca mais se repetiria.

Sem mostrar maiores detalhes, ela disse: “Nós faremos a ponte sobre o Rio Madeira e isso vai beneficiar a todos vocês”.

A presidenta disse mais: “Estamos aqui porque parceiro não pode faltar na hora difícil. Temos o desafio de garantir alimentos à população do Acre. Preocupa-me a situação do Acre. Vocês na podem ficar isolados”.

Com o sorriso no rosto, o então governador Tião Viana agradeceu e declarou: “Além do apoio da presidenta, este é o maior presente”.

Dilma Rousseff não jogou palavras ao vento.

Ao retornar a Brasília, a presidente determinou que a licitação e a liberação dos recursos fossem providenciadas.

Inicialmente, foram assegurados R$ 130 milhões para a execução da obra.

Dois anos depois, a presidenta foi covardemente golpeada.

Sem que houvesse cometido crime, teve o seu mandato legitimo tomado por um golpe, que levou o vice Michel Temer à cadeira de presidente.

Mas as obras da ponte não podiam mais retroceder.

Um sonho antigo dos acreanos era questão de dia para se tornar realidade.

Agora, passados sete anos, aqueles que foram algozes de Dilma Rousseff se apresentam como os “país” da criança.

Durante o covarde processo de cassação, o hoje presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou a fazer homenagem a um torturador para votar contra a presidenta.

Sem obras para mostrar no Estado que (des)governa, Gladson Cameli diz que sempre foi um dos maiores incentivadores e batalhadores da construção da ponte.

É mais uma, das muitas inverdades, envolvendo Gladson Cameli.

Gladson Cameli foi nunca lutou pela ponte. Ele era oposição e foi um dos apoiadores do golpe que tirou da Presidência uma mulher honesta.

As fotos da inauguração esconderão a verdade.

Os “pais” da criança trabalharam para que ela não viesse ao mundo, mas, depois que nasceu e está bonita, querem assumir uma paternidade que não lhe cabe.

É preciso sempre fazer a ponte com a história verdadeira.

Related Posts

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto:
Close Bitnami banner
Bitnami