Governo inicia debate da LDO sem mostrar números reais; nos primeiros meses de 2019 houve acréscimo de quase R$ 200 milhões na receita

O governo iniciou o debate para a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) por vias tortas, sem apresentar os números reais do Estado.

Gladson Cameli anunciou que fará tratativas com os chefes dos demais poderes constituídos, bem como com o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas do Estado, para informar que não há possibilidades de aumento de duodécimo.

Parece que está jogando limpo, com as cartas na mesa.

Só parece.

Recomenda-se que os interlocutores tenham acesso aos números reais, para não sucumbirem à pegadinha.

Sabido, para evitar pedidos considerados inoportunos, antes de iniciar os diálogos, Cameli mandou dizer na imprensa que o orçamento para 2020 sofrerá um decréscimo de R$ 100 mil.

Uma queda irrisória.

Cairá de R$ 6 milhões para R$ 5,9 milhões.

Não é para isso acontecer, pois as receitas estaduais só têm aumentado.

De janeiro a junho de 2019, Gladson Cameli viu os cofres públicos do Estado serem robustecidos com um aporte do Fundo de Participação dos Estados (FPE) de R$ R$ 122,6 milhões superiores ao mesmo período de 2018.

Esse aumento de receita não ficou circunscrito aos repasses constitucionais.

Também houve ganhos com a arrecadação própria, mesmo o Estado vivendo uma letargia histórica na economia.

Comparada com o mesmo período de 2018, de janeiro a junho, o governo arrecadou, a mais, a nada desprezível quantia de R$ 47,5 milhões.

No geral, os cofres estaduais foram fortalecidos com quase R$ 200 milhões no primeiro semestre. É muito dinheiro.

Quem vai conversar com Gladson Cameli, portanto, tem que levar os números exatos, para depois, como presidente de um poder, não ter que dialogar com o Executivo com o pires na mão.

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