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ESSE DANÇARINO – Pressionado, Gladson Cameli tenta vincular investigação de corrupção no seu governo a fatores políticos

Governador Dançarino coloca manifestação do MPF em xeque e quer vincular presidente Lula à Operação Ptolomeu

Antes de embarcar para Washington, nos Estados Unidos da América (EUA), o governador do Acre, Gladson Cameli (PP), deixou um rastro de falas recheadas de bobagem e de insinuações graves sobre o pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) à ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi, para que veículos e um avião de sua propriedade sejam vendidos.

A fim de assegurar que o erário não sofra prejuízo, em razão da depreciação dos bens, o subprocurador-geral da República, Carlos Fredrico Santos, requereu a venda de um avião e cinco carros de luxo de Gladson Cameli (PP), investigado na Operação Ptolomeu como suposto líder de um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na cúpula do Governo do Acre.

O  MPF pede que os bens do governador sejam colocados à venda, antes mesmo de sua condenação no bojo da Ptomoleu, alegando dificuldade em manter os itens acautelados pela Justiça, assim como sua ‘deterioração’. Os item a serem alienados são:

  • Chevrolet Cruze com blindagem – avaliado em R$ 195,9 mil;
  • Land Rover Discovery – avaliado em R$ 530 mil;
  • VW Jetta – avaliado em R$ 185,8 mil;
  • BMW X6 XDrive – avaliado em R$ 102,6 mil;
  • VW Amarok CD – avaliado em R$ 176,4 mil;
  • aeronave Beech Aircraft 8 – avaliada em R$ 3,4 milhões.

Acossado pela Polícia Federal e pelo MPF, Gladson Cameli tenta distorcer os fatos, a fim de confundir à opinião pública, afirmando que fatos meramente policias e jurídicos podem estar sendo influenciados por fatores políticos.

Na noite de quarta-feira, ao ser confrontado pelos microfones da imprensa aliada e paga pelo governo, Cameli declarou que dentro os bens que serão vendidos há coisas que não são suas.

“Tem coisas ali que não são minhas”, declarou.

Dentre as “coisas que não são suas”, o governador dançarino fala sobre uma a existência de um veículos BMW branco. Ocorre que nem a Polícia Federal e muito menos o MPF falam sobre a cor do automóvel.

Como ele sabe que a BMW é branca.

Declarou também que dentre os bens a serem alienados há coisas que eram sua no período em que era deputado federal. Essa afirmação não resiste à uma pesquisa rápida ao site do Tribunal Superior Eleitoral. Como pode ser visto abaixo, nenhum dos bens consta nas suas declarações de renda nos anos de 2006 a 2014.

 

Fica claro, no entanto, que Cameli, que se jacta de ter nascido rico, enriqueceu mesmo foi na política. Saiu de um patrimônio de R$ 106,3 mil, em 2006, quando disputou a primeira eleição, para R$ 5,1 milhões, em 2022, quando concorreu à reeleição de governador.

Mostrando desespero, temperado com despreparo, Gladson Cameli tenta vincular as ações da PF e do MPF a fatores políticos, inclusive inserido nas suas falas sem sentindo a mudança no comando do parquet federal, prevista para a ocorrer no fim de setembro.

“Agora, vai ter uma eleição para a mudança na PGR. Será que estão querendo chamar a atenção?”, indaga.

Não satisfeito em colocar a atuação da PGR em xeque, o acoado governador tenta vincular o seu calvário ao governo federal. Embora tenha repetido diversas vezes que vai tentar o apoio do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para executar obra no Acre, Cameli faz ilação sobre uma possível atuação do petista no processo.

“O atual presidente é de quê? Esquerda. E eu, atualmente, combato a esquerda”, declarou.

Gladson Cameli está como o Acre, sem rumo e sem prumo. Nunca cometeu nada, nem a corrupção.

A Operação Ptolomeu foi deflagrada em dezembro de 2021, ano em que o presidente da República era o inelegível Jair Messias Bolsonaro. A subprocuradora-geral da República responsável pelo caso era Lindora Araújo, que sempre fez manifestações favoráveis ao ex-presidente.

É melhor Cameli encontrar outro mote e tentar, efetivamente, se defender.

Ontem à noite, o governador Dançarino pegou o jatinho pago pelo povo acreano e embarcou para os EUA. Até o fechamento dessa matéria, a aeronave estava no aeroporto de Confins, em Minas Gerais.

Nos EUA, o Dançarino ira participar do LIDE BRASIL DEVELOPMENT FORUM, evento que vai reunir  autoridades internacionais e nacionais, gestores públicos e empresários nos dias 1º e 2 de setembro.

Ele pode viajar, mas as dores de cabeça serão as mesmas ao regressar.

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