TV Espinhosa: Quase sem apoio, com processos, vitórias e condenações, superamos 2020

Este é o último vídeo de dois mil e vinte.
Agradeço a cada amigo e amiga que dedicou um pouco do seu tempo para escutar o que falo.

Agradeço também aos que não amigo e nem amiga.

O que mais ouvi aos longo dos dias foi que este ano foi muito difícil.
De fato foi.

Vivemos um ano em que a pandemia do novo coronavírus mudou as nossas vidas.

Tivermos que nos acostumar com uma nova rotina numa mudança que saltava às nossas retinas.

Perdemos parentes e amigos, mas vimos aflorar um sentimento de solidariedade pouco antes visto na história.

Penso que todos os anos têm as suas dificuldades.
Essas dificuldades são inerentes às nossas vidas.

Acordar, levantar, fazer as suas tarefas requer esforço e dedicação.
Não é fácil viver, embora seja bom demais.

Daqui a dois dias iremos receber e retribuir votos de um próspero ano novo.

Afinal, prosperidade é o que desejamos ao longo da nossa trajetória terrena.

Mas os nossos problemas, os problemas da sociedade não irão embora apenas na virada do calendário, na virada do ano. Eles irão nos acompanhar.

Essa pandemia ainda fará parte dos nosso novo normal por muito tempo. Precisamos nos preocupar e cobrar daqueles que nos representam para adotem as medidas necessárias para salvar vidas.

Infelizmente, o que vemos é um presidente da República que negligencia com as suas atribuições presidenciais, que fala uma bobagem atrás da outras e, mesmo com tanta aberração, ainda encontra quem bata palma.

Os idiotas sempre estiveram no nosso meio, só tinham medo de se expressar.

Se há uma besta na Presidência, em nível local temos um governador que, passados dois anos, ainda não começou a efetivamente a governar.

Somos governados por uma rapaz mimado, que vive de prometer o que não cumpre.

Cumprir palavra não é o forte dele.

As esperanças se renovam nos municípios com as posses dos novos prefeitos.

Lamentavelmente essas esperanças se esvairão em pouco tempo. As prefeituras vivem à mingua, com folhas salariais inchadas e pouca capacidade de investimento.

Não esperemos um dois mil e vinte um próspero.
Aqueles que defendem a democracia terão que se juntar em favor de uma causa maior.

Tempos mais nebulosos virão.

Eu aprendi na vida que precisamos lutar sempre.
Nunca tive facilidade.

E os meus dias têm sido de constante luta para me manter vivo e ativo.

Há dois anos eu me preparava para deixar a equipe de governo.
Sai de cabeça erguida e com a certeza do dever cumprindo.

Ainda acho que a história fará justiça com o governo do qual participei.
Um governo que evitou fazer obras faraônicas para investir nos mais pobres. Só casas populares foram mais de quatorze mil.

Logo que deixei o governo, com a vitória do conservadorismo em nível local e nacional, tratei de defender o que sempre acreditei.

Fui aconselhados por companheiros e companheiras a ficar quieto.
“Rapaz, estamos muito queimados. Espera um pouco, fica quieto”, era o que me diziam.

Não fiquei quieto. A história se encarregou de mostrar que eu não estava.

É claro que tudo tem um preço.
Muitos foram os processos recebidos.

Ganhei a maioria, mas teve as derrotas que considero absurdas, mas perdi.

Dentre essas perdas, fui condenado a prestar cinco meses de serviços comunitário.

O governador do Acre, o senhor Gladson de Lima Cameli, tenta me inviabilizar de todas as formas.

O mesmo posso dizer do vice-governador Wherles Rocha.
Ao menos nessa causa de me ferrar os dois estão unidos.

Autoproclamado democrata, esse menino que exercer a função de governador pediu a penhora do meu apartamento financiado em trinta anos.

O pior é que o juiz concedeu a penhora, mas, depois de comprovar o erro, voltou atrás.

Quase mensalmente, o advogado de Gladson Cameli pede o bloqueio das minhas contas bancárias. E o juiz concede.

Só recebo salário de servidor público. O dinheiro é usado para pagar a pensão alimentícia dos meus três filhos, sendo um autista.

No instante em que estou falando, disponho de pouco mais de quatro reais na conta.

Esses bloqueios impedem que eu consiga, por exemplo, empréstimo bancário para pagar outras dívidas.

Sinto que querem me calar e matar por meio da Justiça.
Não será fácil.

Temo, é claro, que mandem me prender ou fazer algo que atente contra minha vida, mas correr risco é inerente a quem nasce.

Faz dois anos que decide criar o site Portal do Rosas.
Não tive condições de ampliar o alcance, mas sei que tenho cumprido a função social de denunciar irregularidades e desmandos.

Se não tivesse incomodando, não teria recebido tantos processos.

Como não tenho patrocinador, há pouco tempo iniciei uma campanha para colaborarem com a sobrevivência do site. Recebi uma doação de dez reais. Agradeço a essa boa alma companheira.

Alguns amigos que colaboraram pularam fora.
Outros prometem ajuda, mas não cumprem.
Ficaram poucos, muito poucos.

O medo da mão invisível do estado é grande.
Ter o nome vinculado a mim atrapalha os negócios.
Eu entendo.

Dois mil e vinte um está batendo as portas.

Li recentemente que uma árvore para atingir o céu precisar ter raízes profundas fincadas no inverno.

Li também que, se estamos atravessando o inferno, o melhor é não parar.

Sigamos, se recuar, as vezes caindo, as vezes temendo, mas sigamos.

Que tenhamos um ano novo com novas lutas e que possamos calçar os caminhos para dias mais prósperos.

Estamos vivos. É o que importa.

Gostou desta TV Espinhosa?
Compartilhe, para que possamos chegar mais longe.
Se não gostou, compartilhe também.
Fui
Forte abraço.

Related Posts

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto:
Close Bitnami banner
Bitnami