“Vamos ter que reconstruir o país e na Amazônia teremos que fazer diferente, pensar diferente”, diz Jorge Viana

“Vamos ter que reconstruir o país e na Amazônia teremos que fazer diferente, pensar diferente”, diz Jorge Viana

O ex-governador Jorge Viana participou de uns live promovida pela Fundação Perseu Abramo e, durante o debate sobre “Crise, Amazônia e Meio Ambiente”, defendeu a reconstrução do Brasil e um pensar diferente na região.

“Vamos ter que reconstruir o país e na Amazônia teremos que fazer diferente, pensar diferente”, disse.

O programa foi veiculado na última quarta-feira.

Os impactos da pandemia na região amazônica foram analisados e debatidos pela economista Esther Bemerguy, ex-secretária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (2004-2011) e ex-secretária de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento (2012-2014) e pelo senador, ex-prefeito de Rio Branco e ex-governador do Acre, Jorge Viana, com intermediação da diretora da FPA Jéssica Italoema.

Os debatedores destacaram os efeitos devastadores da Covid-19 entre a população indígena e ribeirinha: na Amazônia são registradas 32 mortes para cada 100 mil habitantes pela Covid-19.

Esther destaca que “a crise está descontrolada no país, não há gestão da crise. Temos um governo negacionista e numa região que já é marcada pela desigualdade como a Amazônia será mais impactada.

O desmonte das estruturas e dos programas de saúde específicos para atender as populações indígenas na região amazônica foi apontado tanto por Esther como por Jorge como um dos fatores para o agravamento da doença, com mais pessoas contaminadas e mais mortes. “É uma vergonha este governo”, afirma.

A divergência entre os indicadores apresentados pela Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) e das associações e entidades de proteção indígenas sobre contaminação e número de mortes nas aldeias e povoados é um dos resultados deste desmonte do sistema patrocinados ativamente pelo governo Bolsonaro.

Esther mostra também que com o fim de programas como o Mais Médicos que atendia os distritos mais afastados da Amazônia, os indígenas e ribeirinhos buscam os hospitais nas cidades maiores, e acabam se contaminando com a Covid-19.

Acesse para ver o debate na íntegra.

Leonildo Rosas

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