Secretaria Mônica Kanaan pode estar recebendo salário no Acre indevidamente

Secretaria Mônica Kanaan pode estar recebendo salário no Acre indevidamente

Foto: Sérgio Vale

Desde que tomou posse, a secretária de Estado de Saúde, Mônica Feres Kanaan, não passou um mês inteiro em solo acreano. Constantemente está em viagem para Brasília.


Antes de ser importada pelo governador Gladson Cameli, a secretária exercia normalmente as suas funções de médica e era sócia de uma clínica no Planalto Central.


As constantes viagem de Kanaan geram os mais diversos comentários no meio político e entre os funcionários da Saúde estadual.


Em guerra aberta contra a gestora, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sintesac) divulgou documento indicando que Kanaan permanece como servidora ativa no governo do Distrito Federal.


O Sintesac pode ter incorrido em um erro grave. Kanaan não está na ativa.


O Diário Oficial do Distrito Federal, do dia 6 de junho de 2019, cedeu, em caráter excepcional, a médica para exercer o cargo de secretária de Estado de Saúde do Acre.


A cessão ocorreu com o ônus para o órgão de origem. Ou seja: o salário de Kanaan, para trabalhar no Acre, seria pago pelo governo do Distrito Federal.


É ai que começa a ter suspeitas de algo não está dentro da lei.


Como médica em Brasília, a secretária recebe, mensalmente, pouco mais R$ 25 mil.

O salário é superior ao da função que exerce no Acre, que é de R$ 24,8 mil.


Pela lei, o nome de Kanaan não deveria constar na folha de pagamento do governo acreano, haja vista que os seus vencimentos teriam que ser bancados pelo Distrito Federal.


Mas não é isso que ocorre.


Mônica Kanaan, até que apareça documento dizendo o contrário, tem recebido, regularmente, os dois salários, que, juntos, superam os R$ 50 mil.


Talvez essa cessão pouco bem explicada justifique as viagens constantes da secretária.

Pelo documento oficial, é difícil acreditar que faça jornada dupla. Sem contar que o cargo que ocupa exige dedicação exclusiva.

A secretaria também pode ter sido vítima da bagunça administrativa que norteia o governo Gladson Cameli, pois o seu nome não aparece na folha de pagamento de setembro.

O caso chegou à Assembleia Legislativa.

Passa da hora de os órgãos de controle saírem da função soneca.

Foto: Sérgio Vale.

Leonildo Rosas

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