A pneumonia do rapaz Cameli já lhe põe na história.

A doença no pulmão lhe coloca na condição de primeiro governador, em mais de 20 anos, se afastar para tratamento de saúde em pleno exercício do cargo.

O pior: embora seja servidor público, Cameli conseguiu afastamento por tempo indeterminado.

Essa pneumonia do rapaz foi diagnosticada logo após o carnaval, período em que a maioria dos foliões comete extravagâncias com bebidas alcóolicas.

Não se pode afirmar que o governador cometeu excesso. Nem que bebeu. Ele nem foi visto no Acre durante o período carnavalesco.

Nessas coincidências da vida, Cameli tem o quadro de saúde agravado no momento em que a Saúde pública do Acre vive os seus piores momento. Está em estado de calamidade, em colapso.

Nascido em berço rico, Cameli nunca pegou no pesado. Seu primeiro emprego foi na empresa da família, onde labutou pouco.

Nos mandatos de deputado federal e senador, não lhe era exigido pensar, executar e tomar decisão.

Efetivamente, governar o Estado seria o seu primeiro trabalho mais pesado em mais de 40 anos de vida. Em menos de 80 dias já começou a baquear.